Evento de Antes que eu vá em Porto Alegre

Anúncios

Volta ao mundo em sete dias #1

Olá pessoal! O post de hoje é uma novidade que eu venho querendo implementar há um tempinho no blog. Eu acho muito divertido poder dividir com vocês os acontecimentos literários mais importantes da semana e, por isso, resolvi criar este espaço onde poderei fazer isso. O objetivo é dar uma voltinha ao redor deste gigante mundo da leitura durante os 7 dias. Aqui eu poderei falar à vocês sobre os eventos dos quais participei, os livros que li, os que chegaram para que eu leia, os que eu comprei, os meus desejados, o que eu li de mais interessante na blogsfera e tudo mais que eu quiser compartilhar (sim, vocês terão que me aguentar)!!!

E para começar, quero falar sobre o evento em que eu estive semana passada, o Clube do Livro Um Dia, de David Nicholls, que foi muito divertido. A Guta, do Murphy’s Library e a Cláudia do Livraria Outubro promoveram um bate papo muito interessante sobre esta obra que eu amei. Ganhei alguns brindes muito fofos e espero conseguir fazer uma promoção deles em breve. Acabamos discutindo sobre vários outros livros, editoras, livrarias, filmes de terror e por aí vai, eu adorei! E fiquei sabendo que dia 06/08 teremos mais um evento aqui em Porto Alegredo livro Antes que eu vá, de Lauren Oliver (estou muito ansiosa para ler) na Saraiva Megastore do Shopping Praia de Belas, às 16:00hs. Compareçam!

Essa semana eu tive um tempinho para organizar o blog e pôr algumas resenhas em dia, isso porque finalmente tenho meu notebook de volta 😀 (ele estava no meu trabalho fazia um tempo e eu não o trazia para casa porque é muuuito ruim carregar peso todos os dias indo e voltando), mas agora ele está de volta em definitivo e eu posso escrever muito mais confortavelmente! Porém, essa organização teve um preço, isso somado ao stress alto no trabalho fizeram minha rotina de leitura cair um pouquinho, li apenas dois livros durante a semana. As obras foram: Ler, Viver e Amar de Jennifer Kaufman e Karen Mack e Eragon de Christopher Paolini. Gostei muito das duas, embora não tenham sido livros perfeitos.

Para ler e resenhar eu tenho três livros novos que espero conseguir devorar nos próximos dias:

– Desculpa, quero me casar contigo de Federico Moccia

– A Queda de Chuck Hogan  e Guilhermo Del Toro

– O Morro dos Ventos Uivantes de Emily Brontë

Olhem que fofo o meu panda! Eu já comentei quanto eu amo os pandas? Se não, bem estes animais são os meus favoritos em todo o universo e meu namorado me deu um muito lindo no meu aniversário! *-* Mas enfim, a foto não ficou das melhores porque só consegui tirar a noite, mas prometo melhorar!!!

Bem, por hoje era isso. Esta coluna será postada todos os sábados, mas tive que começar hoje à noite porque amanhã vou viajar e não sei se terei acesso à internet. Espero que tenham gostado e me contem o que acharam!

E aguardem a próxima postagem, pois nunca sabemos as voltas que este mundo mágico que é a leitura pode dar!

Stephenie Meyer – Crepúsculo: Guia Oficial Ilustrado

Este é um livro que eu geralmente não leria, se já não houvesse lido tantas resenhas positivas em blogs literários após o lançamento. E aí está uma prova concreta do quanto eu necessito destes sites em que posso buscar conselhos na hora de escolher um livro. Isso porque eu teria deixado de ler uma grande obra por preconceito. Eu amei ler Crepúsculo: Guia Oficial Ilustrado. Sempre fui uma fã assumida da série e achei este livro, além de muito elucidativo em relação aos acontecimentos de cada volume, uma visão profunda e muito realista sobre o mundo da autora e o processo criativo pelo qual se passa para chegar a um grande texto.

Através deste guia pude compreender totalmente a extensão da criatividade de Meyer, o mundo que ela criou, além de fantástico, é muito vasto e complexo, cheio de minúcias e pormenores que você, que gosta da história de Bella e Edward, vai amar conhecer. A parte que mais me encantou foi a entrevista que Shannon Hale fez com a Stephenie, uma extensa conversa onde elas abordaram diversos tópicos relacionados à escrita e à leitura. Foi muito interessante saber mais sobre a vida da escritora, como surgiu a ideia, como foi o processo de escrita e conhecer mais sobre a família dela também.

“(…) meu marido me ajuda muito a preservar a humildade, sabe? Porque ele é um homem de números. Se alguma coisa não é quantificável, se não se encaixa em uma equação, então, não pode ter muita importância. Para ele livros são algo como: Ah, bom… É legal não? Historinhas de fadas. E, para mim, os livros são o mundo. São pontos de vista muito diferentes.”

Stephenie Meyer

Fiquei surpresa com tantos detalhes e curiosidades que eu nem fazia ideia que existissem e que estavam descritos no livro. Ele é dividido em partes: a dos vampiros, subdivididos em clãs, a dos lobisomens e a dos humanos. Além disso, há toda uma parte dedicada à origens e inspirações, onde podemos ler os principais eventos de cada livro, a cronologia da série, uma playlist de cada obra que contém o trecho do livro que foi inspirado pela música (eu amei procurar os clipes e baixei várias das músicas) e descrições dos carros da série (esta parte até meu namorado leu, homens são todos iguais mesmo)!

Outro detalhe que em adorei foram as ilustrações, que são muito lindas e acho que retrataram muito bem o que a autora pensou para cada um dos principais personagens. Também gostei bastante das frases de efeito de cada personagem, que vem junto com uma ficha técnica detalhada e um breve resumo da história de vida. E olha que isso abrange fatos ocorridos muito antes da história e são citados TODOS os personagens (então imaginem a criatividade dessa mulher, achei genial).

Tanto para quem gosta quanto para quem não gosta de Crepúsculo, uma coisa não podemos negar: Stephenie Meyer mudou o modo como a sociedade atual encara o hábito da leitura, direta ou indiretamente ela influenciou muita gente a cultivar este hábito, provocou uma verdadeira explosão de novas histórias e publicações e possibilitou a abertura e o crescimento de todo um novo mercado literário que tem se provado um dos mais rentáveis do momento. Por isso, não entendo como ela pode sofrer tantas críticas negativas por causa de uma história que criou. Poxa vida, se ela quer que os vampiros brilhem, deixe eles brilharem! É muito mais criativo do que copiar a forma como eles vinham sendo descritos até então. E quem diz que “vampiro de verdade não brilha e é assustador” muito me espanta, pois afinal que vampiro é de verdade?

“Encontro muitos adultos que por anos não leram nada, e então algum amigo os convenceu a tentar determinado livro. Com grande frequência este livro é Crepúsculo. E assim eles descobrem que, afinal, gostam de ler e seguem em frente com outras obras. Então Stephenie Meyer, eu quero lhe agradecer. Por ter mudado o mundo, por ter feito dele um lugar melhor e por lembrar a tanta gente que amamos ler.”

Shannon Hale

Bem, não aconselho quem não gosta da série a ler esta obra, obviamente, mas indico para todos que amam ler histórias fantásticas e aos que são fãs da série. A edição está linda, as folhas, diagramação e as ilustrações são todas ótimas!! Também ameia a capa, achei excelente a ilustração de uma parte que faltava do quebra-cabeças, pois é exatamente isso que esta obra é! O livro é um pouco caro, mas vale a pena. Eu consegui o meu em uma troca no Skoob e recebi ainda envolto no plástico, então pode ser uma boa ideia dar uma passada por lá e tentar conseguir um exemplar desta forma. Para quem não gosta de trocas, o jeito é tentar a sorte em uma promoção ou (se você for como eu e não aguentar esperar) pagar o valor integral e saber que você fez um ótimo investimento em cultura (momento Becky Bloom)!!!

Avaliação (de 1 a 5):

Raphael Draccon – Dragões do Éter: Caçadores de Bruxas

Este livro é um épico. Recheada com uma narrativa rica, bela e criativa, esta obra nos surpreende pelo misto de complexidade e simplicidade que o autor conseguiu colocar em uma mesma trama. Pense nos contos de fada, nossos velhos conhecidos de infância. Agora pare e reflita sobre essas estórias, seus personagens e tente pensar em como eles chegaram até o lugar onde a sua fábula se desenrola. Quem eles são, como vivem? Estas perguntas, segundo o próprio autor, foram o que o levou a construção do mundo mágico chamado Nova Ether.

É com muito prazer que hoje resenho uma obra nacional grandiosa, que merece ser lida e conhecida por todo o leitor que deseja um livro diferente, emocionante, empolgante, com uma narrativa única, singular e que transmite todo o tempo que Raphael Draccon deve ter passado em aulas de escrita criativa.

Já aviso de início, leia sem preconceitos, com a mente aberta a uma nova forma de ler estórias, porque a forma com que o autor descreve a sua trama é totalmente diferente de tudo que eu já havia lido. Confesso que o início me deixou preocupada. Ele é mais lento e vagaroso, uma parte introdutória a real história que se desenrolará ao longo das páginas. Mas vamos a história.

E um. E dois.

E três.

Ariane Narin é uma jovem que teve uma trágica experiência quando criança. Ela viu sua avó ser devorada por um lobo e foi salva por um caçador. Até hoje o povo de Nova Ether a conhece pela cor do chapéu que ela usava no dia do incidente. João e Maria Hanson são dois irmãos que também tiveram um acontecimento terrível em sua infância, uma bruxa lhes trancou em uma casa de doces e quase os matou.

O que tem em comum estas duas histórias, além de crianças que tiveram más experiências? Isso é o que Primo Branford, rei de Arzallum, deveria ter averiguado com mais cuidado. Prestando atenção nestes fatos isolados, que ocorreram após a grande Caçada das Bruxas promovida por ele para a salvação do reino, ele teria evitado o que ocorreu na época em que lemos esta estória. Mas dando uma de narrador que dá opinião, se ele tivesse feito isso, eu não poderia estar escrevendo esta resenha porque não haveria livro para que eu lesse!

E o que é que ocorreem Nova Etherna época deste conto? Isso você só vai descobrir lendo este livro maravilhoso, repleto de encanto e magia. Nele tudo pode acontecer, príncipes se encantam com plebeias, anões e trolls propõe tréguas pelo bem maior, piratas se unem a bruxas e Reis descobrem que não são tão inatingíveis, nem O Maior de Todos os Reis. Mas estes são fatos que devemos ler para compreender.

Não sei bem como explicar sobre o que exatamente se trata a história, pois ela se trata de muitas coisas ao mesmo tempo. O autor enlaça vários pequenos trechos que começam a fazer sentido apenas depois de algum tempo e te deixam na maior expectativa pelo desfecho. Isso torna a leitura instigante e me via durante o dia, no trabalho, remoendo os acontecimentos e ansiando a hora de retomar a estória para descobrir o desfecho de determinada situação!

A capa é linda e eu adorei o acabamento do livro, minha única ressalva é que no final do livro haviam várias páginas repetidas misturadas com as outras, o que tornou a compreensão de um dos capítulos bem difícil. Mas apesar disto, eu amei esta leitura e recomendo a todos. Parabéns à Raphael Draccon por ser um ótimo escritor, que faz sucesso mesmo em um país onde seus autores são muito pouco reconhecidos e tem pouco incentivo. No mais, leiam e me contem se gostaram ou não! Eu sei é que estou com grandes expectativas para Corações de Neve (segundo volume da trilogia), que segundo resenhas no Skoob, é melhor ainda que o primeiro!

Avaliação (de 1 a 5):

Meg Cabot – Liberte meu Coração

Uau! Tudo que posso dizer depois de ler este livro é “uau”!!! Não tenho dúvidas de que este foi um dos melhores, senão o melhor, livro de Meg Cabot que eu já li. E isso não é pouca coisa, porque já li, segundo o Skoob, 48 livros desta autora.

E Liberte Meu Coração se diferencia de todos eles por ser o primeiro romance histórico assinado com o nome de Meg Cabot. Quer dizer, assinado como Mia Thermopolis com a ajuda de Meg Cabot. Para quem já leu Princesa para sempre, vai lembrar de alguns trechos deste livro que foram acoplados ao último volume da minha amada série O Diário da Princesa.

Esta obra é magnífica, muito linda e super bem escrita, como sempre. A história é de Finnula Crais, uma jovem que se destaca das demais no ano de 1291 por usar calças de couro, caçar com arco e flecha e não se importar nem um pouquinho com o matrimônio. Ela tem cinco irmãs e um irmão, Robert, e juntos eles compõem uma família louca e feliz!

Finnula é a mais nova das seis irmãs, seguida por Mellana. Mel é uma garota querida, mas muito superficial, e que saber dobrar direitinho Finn para que faça suas vontades. Mel engravidou de um trovador e agora está em uma difícil situação. Isso porque ela gastou todo o seu dote e não pode casar sem o dinheiro. Para conseguir o casamento tão desejado, ela manipula Finnula até que a irmã aceite sequestrar um homem e pedir resgate em troca. Parece uma idéia louca, mas no enredo, muitas mulheres faziam isso para conseguir dinheiro quando precisavam.

Só que ao invés de sequestrar um cavaleiro qualquer, Finn acaba pegando acidentalmente Hugo Fitzstephen, o conde que é dono das terras onde mora toda a família e amigos da garota, além dela própria, que é sua vassala. Ele esteve na Guerra Santa durante 10 anos e agora estava voltando para assumir o controle das terras que por herança eram suas. Mas o que ele não esperava era encontrar uma sequestradora tão bela e desejável, que fez com que ele a seguisse como um cordeirinho pronto para o abate.

O livro é muito engraçado, divertido, romântico e com algumas cenas hots divinas. Nem preciso dizer que AMEI né?! Esta é uma leitura obrigatória para todos os estilos, gostos, gêneros, idades, religiões e etc.

Não sei nem como descrever todas as emoções que senti enquanto lia, mas posso garantir que você não irá se arrepender de ler essa obra recheada de amor, paixão, homens lindos, mulheres corajosas e destemidas, intrigas, traições e tudo que há de bom (momento Power Puff Girls)!

Avaliação (de 1 a 5):

Jennifer Kaufman e Karen Mack – Ler, Viver e Amar

Descobri este livro através do blog da Camila, Leitora Compulsiva, e desde que li a super resenha que ela escreveu soube que tinha de tê-lo em minha coleção. Para todos aqueles ou aquelas que amam ler acima de tudo, que são viciados assumidos, eu apresento esta obra com a qual você se identificará da cara.

Ler, viver e amar conta a história de Dora, uma mulher que acabou de sair do segundo casamento, não tem emprego nem nenhuma perspectiva de vida além de ler sem parar. Para ela a melhor coisa do mundo é se enfiar em seu banheiro (sim, isso mesmo, banheiro) encher a banheira de sais, acrescentar uma boa garrafa de vinho e muitos livros e começar mais um porre literário.

“Eu coleciono livros da mesma forma que minhas amigas compram bolsas de grife. Às vezes, só gosto de saber que os tenho e lê-los de fato não vem ao caso. Não que eu não termine lendo-os todos, um por um. Eu os leio. Mas o mero ato de comprá-los me deixa alegre – o mundo é mais promissor, mais satisfatório. É difícil explicar, mas eu me sinto, de alguma forma, mais otimista. A totalidade do ato simplesmente me faz feliz.”

Ela prefere passar a maior parte do seu tempo no mundo do faz de conta, onde tudo é possível e os sonhos mais loucos podem se tornar realidade. Desde pequena ela foi apresentada a este mundo mágico de aventuras postas no papel, e nunca mais se separou dele. Porém isso muitas vezes causa problemas em sua vida “real”. Ela é uma pessoa introvertida e com muitos problemas familiares sérios.

A mãe era uma alcoólatra e o pai saiu de casa quando ela ainda era uma criança. Por isso na fase adulta, Dora apresenta todos os sinais típicos e característicos de alguém marcado com uma experiência ruim na infância. Por este motivo, ela afundou de vez no mundo dos livros, e nós embarcamos junto com ela pelo universo literário.

Se eu pudesse, tiraria um quote de cada página, de tanto que me identifiquei com os pensamentos e ações da personagem. Ela é a personificação daquilo que eu me considero: uma leitora ávida e desesperada.

“(…) Os adoradores de livro vêm em seguida. Eles mantêm seus livros cobertos (e não porque são romances), usam marcadores de página e absolutamente nunca deixam o livro tocar o chão. Eles olham para o livro como se fosse um ser com sentimentos, um objeto de desejo vivo, que respira, que precisa ser tratado com absoluto respeito. Eles leem cada palavra, até mesmo as notas de pé da página.”

Porém, a narrativa me decepcionou em certos pontos, apesar de ser um bom livro, senti falta de algumas explicações e de mais ação e diálogos, ao invés de longos parágrafos. Por mais que a vida social de Dora fosse quase inexistente, a família e amigos ainda estavam presentes e senti que eles foram pouco aproveitados.

Também fiquei um pouco decepcionada com Fred e Palmer, os dois “mocinhos” do livro. Apesar de ter gostado do final, a relação de Dora com ambos poderia ter sido melhor explorada. Fred é o vendedor da livraria onde Dora sempre vai, e eles têm um longo flerte que vira algo mais. É com ele, ou melhor, com a família dele, que ela vai reviver dramas do passado e descobrir que todas as famílias tem o dom de ser incríveis! Palmer é o ex-marido que parece estar fazendo um esforço para se redimir.

Assim, vamos vivenciando as peripécias, dramas e loucuras da personagem, que tem o dom de nos fazer rir, mas também me fez querer chorar nas partes reflexivas sobre o hábito de leitura. Acho que fiquei um pouco deprimida com algumas perspectivas que o livro me trouxa, mas não tem jeito, não há nada no mundo que me faça parar de ler compulsivamente!!! Leiam e depois me contem o que acharam. 😉

Avaliação (de 1 a 5):

Diana Gabaldon – A Libélula no Âmbar

Desde que li A Viajante do Tempo, primeiro volume da série Outlander, soube que estava irreversivelmente fadada a fazer um rombo no meu orçamento e ler a série inteira. Um rombo porque a série é grande e também porque cada volume custa os olhos da cara. E quando eu digo os olhos da cara não quero dizer R$ 50,00 ou R$ 60,00 reais, quero dizer mais ou menos R$ 90,00. E o detalhe é que após o segundo volume, todos os outros são divididos em duas partes, ou seja, dois livros para pagar!!! Porém, como eu já disse, não havia como fugir disso, porque a narrativa de Diana Gabaldon é perfeita e encantadora, me seduziu por completo.

Mas, como vocês devem imaginar, nem tudo na vida são flores e pra achar estes livros e coincidentemente ter dinheiro para comprá-los, não é fácil. Por isso, vocês não imaginam a minha surpresa, um dia desses, ao ir a biblioteca da universidade e, procurando despretensiosamente, encontrar este livro lá disponível para retirada. Foi o destino, não tem outra explicação! Agarrei meu exemplar de 900 páginas e fui para casa lendo. Posso garantir que a autora não perdeu o talento e a genialidade, pois me prendeu de tal forma que só larguei o livro para viajar no final de semana (para Gramado) e ainda assim, só em consideração ao meu namorado que já me aguenta lendo na casa dele todos os finais de semana comuns e iria surtar se eu fizesse isso lá também.

Atenção, se você não leu o primeiro volume, esta resenha pode conter spoilers!

O livro começa dando um salto de 20 anos no tempo (aliás, no tempo presente, e não no século XVIII, em que termina o volume anterior). Essa foi, para mim, a jogada de mestre de Gabaldon. Foi um lance arriscado não continuar a sequência do ponto onde parou, mas funcionou otimamente bem para esta obra. Claire está 20 anos mais velha e tem uma filha. Começamos a entender que ela voltou para o tempo presente através do círculo de pedras e viveu durante estes anos com seu marido Frank. Agora só resta saber o motivo. Vocês não imaginam o tamanho da minha curiosidade ao virar as páginas para entender, por que, por que? (!) ela deixou Jamie!!!! Afinal, que mulher faria isso??? Muito estranho…

Nesta primeira parte conhecemos Brianna, filha de Claire, e Roger Wakefield que aparece logo no início do primeiro livro e que conheceu Claire quando era uma criança em sua primeira visita as Highlands. Elas estão de volta à Escócia, depois da morte de Frank e buscam a ajuda de Roger para uma pequena pesquisa histórica. Claire deseja saber o que houve com seu outro marido, o marido que ela tanto amou e deixou para trás.

É muito difícil descrever a mestria, a simplicidade e genialidade que permeiam a narrativa criada pela autora. Dizer que eu amo esta história, seus personagens, seus detalhes todos significativos, é muito pouco. Raridade achar uma obra tão bem escrita e desenvolvida, capaz de nos cativar por 890 páginas consecutivas e nos fazer desejar mais e mais. Mais romance, mais ação, mais aventura!  Claire e Jamie dão voz aos nossos desejos mais íntimos, nos fazem suspirar e querer estar em algum lugar sem tecnologia, sem banheiros e sem higiene, apenas para termos a companhia de um cavalheiro tão dedicado e amoroso como nosso marido quanto Jamie Fraser!!!

Os personagens evoluíram muito de um livro para outro e o impossível aconteceu, gostei mais deste do que do primeiro! Apesar de algumas partes mais lentas, cheias de referências políticas, a grandiosidade da história quase nem nos deixa reparar. Realmente, uma das melhores, senão a melhor série que já li! Recomendadíssimo!!!

Avaliação (de1 a 5):

Previous Older Entries