Patricia Cabot – Pode Beijar a Noiva

Pode beijar a noiva é o quarto romance escrito por Patricia Cabot que eu tenho o prazer de ler. Assim como “A rosa do inverno”, “Portrait of my heart” e “Aprendendo a seduzir”, este delicioso romance histórico me cativou logo nas primeiras páginas. Para quem não sabe, Meg Cabot, antes de se dedicar à literatura young adult (ou jovem adulta) e infanto-juvenil, escreveu muitos romances históricos com uma característica marcante: muitas cenas quentes! Por este motivo, ela lançou estes seus primeiros livros sob um pseudônimo: Patricia Cabot. Depois que sua carreira deslanchou, ela parou de utilizar este pseudônimo (criou outros para outros tipos de narrativa) e utiliza mais seguidamente o seu próprio nome.

As minhas impressões do livro foram ótimas. Apesar de todo o clichê que envolve a maioria dos romances históricos, que mulher não gosta de ler sobre a mocinha indefesa que tem seu amor correspondido por um nobre cavalheiro muito rico? Bem, eu assumo que amo ler obras que envolvem este tema.

E não foi diferente com a história de Emma Van Court. Ela é uma órfã que foi criada pelos tios. Mas não se enganem, isso não quer dizer que ela viveu na pobreza. Muito pelo contrário, a família Van Court é muito tradicional e tem em seu círculo de amizades a família Denham. Por isto, desde cedo Emma conviveu com James e Stuart, dois primos que não poderiam ser mais diferentes. James é um lorde, e como tal, possui muitos bens, mas não tem altas pretensões quanto a dividi-los com os mais necessitados. Não que ele não faça isso a pedido de Emma. Acontece que ela sempre foi apaixonada por Stuart, que tem um desejo ardente em servir a Deus e aos pobres, mas não tem condições financeiras para fazer isso como lorde Denham. Por isso, cabe a ela solicitar a James sempre que possível, doações para as mais diversas obras de caridade, tudo para ficar bem aos olhos de Stuart (e também porque ela deseja mesmo fazer a coisa certa e melhorar o mundo).

E depois da juventude assim se passar, a menina virou moça e conquistou o coração do jovem Stuart. Eles decidem se casar, mas temem uma reação exagerada e negativa por parte da família dela, que quer um casamento rico e nobre para a sobrinha. Mas Emma acredita que pode conseguir a aprovação de todos com a ajuda de lorde Denham. Só que ela se engana ao pensar que ele aceitaria tão fácil a sua mudança para um lugar distante da Escócia, casada com um homem que não tem condições de lhe sustentar. Por isso, ela acaba fugindo com Stuart e se casando mesmo assim: indo parar em uma ilha remota em outro país, ajudando os necessitados e sendo esposa de um cura.

Só que depois de um ano tudo mudou na vida dela. Emma é uma jovem viúva sem condições, que mora em uma cabana e leciona em uma pequena escola para se sustentar. Stuart morreu durante uma epidemia de tifo e a deixou sozinha, longe de casa. Depois de seis meses da morte é que ela consegue mandar notícias para a família dele (a ilha estava em quarentena por causa da doença) e lorde Denham parte para lá em busca do corpo de seu primo para um enterro decente em Londres. Ele não esperava encontrar a viúva naquele lugar (imaginava que ela teria voltado a morar com os tios em Londres), mas para ele foi uma grata surpresa.

Os dois são como cão e gato logo após o reencontro, mas aos poucos Emma vai descobrindo que ser uma viúva pode não fazê-la tão feliz quanto ter um homem que a ame acima de tudo finalmente. O livro tem cenas muito engraçadas e um acordo de herança muito original. Aos poucos vamos conhecendo os personagens e entendendo suas motivações. Para alguns, este pode ser um livro do tipo “mais do mesmo”, mas para os apaixonados por romances históricos, eu com certeza indico a leitura.

A capa é linda e a edição ficou muito boa, e o melhor, tudo isso por um preço acessível! Parabéns à Editora Planeta, que sempre lança ótimos livros pelo selo Essência!!! Só não darei a nota máxima porque acredito que o livro deveria ter umas 100 páginas a mais para explicar e definir melhor todos os acontecimentos. Senti falta de algumas coisas durante a trama e considero este o mais “fraquinho” dos quatro livros que já li. Mesmo assim, recomendado.

Avaliação (de 1 a 5):

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4 comentários (+add yours?)

  1. Gabi
    Jul 20, 2011 @ 12:40:01

    Quero muito ler livros da Meg como Patricia! Adoro romances históricos! Mas ainda não achei nenhum deles para comprar 😦

    Gabi

    Responder

  2. Camila
    Jul 21, 2011 @ 00:11:24

    Oi Adri,
    Sempre fico um pouco na dúvida sobre os romances históricos… Não sou muito fã porque acho sempre uma melação danada!! Mas como esse é um livro da diva Meg, fico tentada!!
    Acho que vou dar uma chance!! Nossos gostos são parecidos… rs…
    Beijos
    Camila – Leitora Compulsiva

    Responder

    • Mundo da Leitura
      Jul 21, 2011 @ 08:37:08

      Hehehe! Eu AMO romances históricos, acho que tudo é questão de gosto né… A Meg escreve muito bem, mas se fosse para indicar um romance histórico perfeito para te introduzir no gênero seria O chá do Amor, de Jennifer Donely (tem resenha dele aqui no blog). Da Patricia Cabot o melhor lançado aqui no Brasil é A rosa do Inverno, muito bom mesmo!!!! Beijos

      Responder

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