Stephenie Meyer – A Breve Segunda Vida de Bree Tanner

Tia Stephie, como senti saudades da sua escrita! Sério gente, a mulher arrasa, conseguiu me deixar presa até mesmo à um livro pequeno, do qual eu já sabia o final e inclusive tinha ciência de que iria ser triste! Este é um fato que nunca imaginei ser possível, mas como eu disse, a mulher arrasa.

Eclipse não é nem de perto meu livro favorito da saga Crepúsculo, só perdendo para Lua Nova fala sério Meyer, como você pôde tirar o Edward de cena por mais de meio livro? Depois de ler o Guia Oficial da série e descobrir que Lua Nova e Eclipse não estavam nos planos originas da autora, que só tinha Crepúsculo e Amanhecer em mente, cheguei a conclusão que estes dois livros que foram colocados no meio só serviram de anticlímax ao desfecho. Só que agora que li A Breve Segunda Vida de Bree Tanner até gostei de Eclipse existir, senão teria perdido uma ótima história pelo ponto de vista de um vampiro recém-nascido!

Bree é uma personagem que aparece apenas em alguns instantes de Eclipse, e se você já leu a saga de Bella e Edward, sabe o triste desfecho da garota. Achei que isso iria tornar a leitura chata ou sem sentido, por isso relutei em lê-lo e só fui comprar agora, mais de um ano depois do lançamento.

“Para ser bem honesta comigo mesma, eu me transformara numa perfeita vampira nerd. Seguia as regras, não causava problemas, convivia com os garotos menos populares do grupo e sempre voltava cedo para casa.”

Página 35

Ledo engano meu… Fiquei grudada as páginas, exatamente como fiz em Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer. Meyer é mesmo um gênio da escrita!

Já começamos o livro com uma Bree “madura” em sua vida de vampiro. Depois de ser transformada ela aprendeu que grupos do “exército” de Riley evitar e como sobreviver a esta nova vida sem chamar atenção para si.

“Pensei em como as pessoas eram estúpidas, em como não enxergavam, e me senti feliz por não ser um dos ignorantes.”

Página 23

“Eu havia terminado de ler Hale. Peguei os doze livros seguintes na prateleira; isso me ocuparia por uns dois dias.”

Página 29

Logo no início ela descobre que é possível confiar em um vampiro e faz uma parceria com Diego, o segundo no comando de Riley. Através da visão dos dois sobre os vampiros, ficamos sabendo melhor todas as artimanhas e mentiras que Victoria usou para criar o bando de recém nascidos e as táticas de controle que tinha sobre eles.

“Eu não apoiava Riley porque suas promessas soavam como mentiras.”

Página 117

“A intenção não era destruir o bando dos de olhos amarelos? A palavra chave deveria ser ‘união’, então por que ele agora acenava com um prêmio tão cobiçado, um troféu que só um vampiro poderia ter? O único desfecho garantido daquele plano seria uma humana (Bella) morta. Eu conseguiria pensar em meia dúzia de maneiras mais produtivas para motivar aquele exército. Quem matasse mais dos olhos amarelos ficaria com a garota. Quem mostrasse mais cooperação com a equipe levaria a garota. Quem cumprisse o plano mais à risca. Quem melhor seguisse as ordens. O foco deveria ser o perigo, e ele não estava na humana, definitivamente.”

Página 158

Eu passei voando pelas páginas, e a cada uma delas minha tristeza aumentava pelo desfecho que eu sabia que viria. Como Stephenie diz no seu comentário de abertura, gostaria que a história escrita fosse outra, se ela pudesse voltar, acho que não daria uma segunda vida tão breve a Bree.

“De um jeito estranho, era como se fôssemos duas pessoas casadas há muito tempo. Nunca conversávamos, mas ainda assim fazíamos tudo juntos.”

Página 131

Recomendo totalmente aos fãs da série, esta é uma leitura indispensável! Para que não leu os livros da saga Crepúsculo, eu não recomendo começarem por este, pois não irão entender um bocado de coisas.

Como sempre a Editora Intrínseca está de parabéns pela edição, por manter a capa original, que é linda e como todas as outras representa muito bem o contexto do livro.

Avaliação (de 1 a 5):

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