James Patterson – O diário de Suzana para Nicolas

James Patterson é um autor muito conhecido por seus livros de romance policial. Porém, foi uma novidade para mim que ele tenha escrito um romance, e ainda mais que este tenha sido publicado aqui no Brasil. Apesar da capa, que eu sinceramente não gostei, fiquei curiosa para saber se a escrita deste autor me cativaria ou não.

Já tinha ouvido tanto críticas positivas quanto negativas sobre os livros policiais de Patterson, e sobre estes realmente não posso opinar. Mas em relação à este belíssimo romance que hoje resenho, só tenho a dizer: James Patterson é um gênio.

Com um sensibilidade incrível e uma escrita linda, o autor nos guia ao longo da 224 páginas com muita criatividade, romance e sentimento.

Diário de Suzana para Nicolas é um livro lindo, do qual você pode esperar muitas lágrimas e muitos sorrisos. Nele conhecemos a história de Katie. Ela estava perdidamente apaixonada, e sabia que era correspondida. Porém, ao preparar um lindo jantar para Matt, seu namorado e futuro esposo, segundo ela imaginava termina tudo de forma abrupta.

Ela fica arrasada, sem chão, sentindo seu coração se estilhaçar em mil pedacinhos. Por que Matt faria isso com ela? Ela teria imaginado que o sentimento dele era verdadeiro esse tempo todo?

As respostas para todas essas perguntas chegam sob a forma de um diário, que Matt deixa na soleira da porta de Katie após o rompimento. Mesmo amargurada, ela resolve ler o diário, que promete mostrar a ela o passado de Matt.

Porém, aquele não é qualquer diário, é o diário de Suzana para Nicolas. Mas quem seriam estes dois personagens que pareciam fazer parte do passado de Matt e ainda mais de seu presente e futuro?

Estas são questões que o autor vai desvendando ao longo de todo livro. Cada página se revela uma surpresa e a história tem tudo para tocar seu coração. Eu, particularmente, fiquei encantada com o livro, com a escrita tão bonita de James Patterson e com a forma como ele conduziu a narrativa. Hora estamos no presente com Katie, hora mergulhamos com ela no mundo de Matt, Suzana e Nicolas, um trio unido para sempre.

Não quero contar muito mais sobre o enredo, pois o melhor do livro está na forma como nos surpreendemos com o rumo dos acontecimentos.

Com certeza é um livro que eu recomendo à todos os leitores, de todos os tipos. Este é um romance atemporal, capaz de agradar à homens e mulheres. Tem seu lado dramático e seu lado engraçado, falando de como a vida de pessoas tão diferentes pode se entrelaças e como o destino nem sempre trabalha do jeito que desejamos, mas mesmo assim nos reserva muitas surpresas.

A edição da Arqueiro ficou muito boa, o texto está bem revisado e não encontrei erros. A capa, como já mencionei, não é o que eu escolheria para o livro, pois não acho que retrate bem a obra, nem que seja bonita. Poderia ser algo muito melhor elaborado, mas mesmo assim a escolha de cores ficou legal até.

Agora que me encantei com esta obra, com certeza vou querer ler os demais livros do autor publicados por aqui, até porque eu adoro um bom romance policial e faz tempo que não pego nada do gênero mesmo tendo O Hipnotista há mais de um mês aqui em casa, hehe.

Avaliação (de 1 a 5):

Colleen Houck – A Maldição do Tigre

“Um romance delicado e uma aventura capaz de deixar o coração a mil por hora. Eu vibrei e roí as unhas. A Maldição do Tigre é mágico!”

– Becca Fitzpatrick, autora da série Hush, Hush

Ainda estou sem palavras para descrever minha surpresa com este livro! Eu fiquei encantada com esta capa desde o início, mas não esperava me envolver tanto na trama, ficando grudadas às páginas como fiquei. Quem sabe se eu tivesse dado ouvidos a Becca Fitzpatrick logo no início do livro, a surpresa não teria sido tão grande assim.

Começo esta resenha declarando que todos os fãs de YA books, particularmente aqueles que se encantaram com Crepúsculo e todos os seus derivados, mas sem excluir aqueles que detestaram a história dos vampiros, devem ler este livro. É realmente um must read, uma narrativa cativante, envolvente e emocionante.

Esta obra fala sobre Kelsey, uma garota como qualquer outra de nós, comum, que está saindo da escola e procurando empregos de verão para pagar a faculdade. Ela é órfã e mora com uma família adotiva, que cuida muito bem dela. Mesmo assim, eles não têm condições de bancar sozinhos as despesas da faculdade, por isso ela consegue um trabalho temporário em um circo que está se apresentando na cidade.

Já começo meus elogios pela ótima ambientação que a autora conseguiu dar ao mundo do circo. Mas o que eu mais percebi no começo do livro foi o quanto Colleen se preocupou em demonstrar naturalidade nas relações de família. Não gosto de livros onde os pais ficam esquecidos, geralmente parece que eles nem se importam se o filho sai por aí namorando seres sobrenaturais / salvando o mundo de ameaças alienígenas, etc. Neste não, mesmo sendo pais adotivos, eles são uma família bem normal, em que pude me ver inclusive.

Chegando ao circo, Kelsey vai conhecer a maior atração do espetáculo, o poderoso Dihren, um tigre branco fascinante. Ela imediatamente se sente atraída a ficar perto do tigre, compartilhando sua solidão. A garota lê para ele, desenha-o e passa suas horas livres ao lado da jaula de Dihren.

Depois de alguns acontecimentos inusitados, Kells vai ver toda a sua vida mudar e partir para uma aventura no meio da Índia, para salvar a alma condenada daquele misterioso ser.

Dihren, ou Ren, como ela passa a chamá-lo, é um antigo príncipe indiano, que foi traído por seu irmão Kisham. Os dois acabaram sendo amaldiçoados, vivendo sob a forma de tigre a maior parte do dia. Somente 24 minutos a cada 24 horas seriam concedidos em sua forma humana.

Preso e mantido em cativeiro, Ren não possuía nem mesmo estes 24 minutos, mas a chegada de Kelsey muda esse quadro e faz com que os dois acabem entrando em uma caçada sem igual, em busca de uma forma de quebrar a maldição.

“– Ren, por que sempre preciso segui-lo para o meio da mata? Que tal da próxima vez você me guiar até um belo spa ou quem sabe uma praia? O que me diz?

Ele fungou e continuou andando.

– Está certo. Mas você me deve uma depois dessa.

Caminhamos pelo restante da tarde.”

Página 156

O livro é contado de forma bem leve e divertida, alternando romance e tiradas sarcásticas, detalhes que eu AMO neste tipo de livro e que me deixam ainda mais admirada. Não é uma obra perfeita, algumas coisas poderiam ser melhor desenvolvidas e senti falta de certas explicações. Porém, a história de Colleen Houck é tão boa, mas tão boa, que isso acaba ficando em segundo plano quando avaliamos o todo.

“Com relutância ele me soltou e eu comecei a murmurar comigo mesma, queixando-me de tigres, homens e besouros. Ele parecia muito satisfeito consigo mesmo por sobreviver a uma experiência de quase morte. Eu praticamente podia ouvi-lo entoando para si mesmo: ‘Eu triunfei. Venci. Sou um homem, etc. etc.’ Sorri com desdém. Homens! Não importa de que século sejam, são todos iguais.”

Página 135

Kelsey e Ren são personagens maravilhosos. O Sr. Kadan, Kisham e todos os outros também não ficam para trás.

“– Bem, e como eu sei que é você de verdade? – indaguei.

Ele considerou minha pergunta por um momento e então baixou a cabeça para me beijar. Puxou-me de encontro ao seu peito, me segurando mais perto dele do que eu pensei ser possível, e seus lábios tocaram os meus. Seu beijo começou terno e suave, mas rapidamente tornou-se ávido. Suas mãos percorreram meus braços, meus ombros, e então seguraram meu pescoço. Envolvi sua cintura com os braços e me deliciei com o beijo. Quando ele se afastou meu coração martelava em resposta.

Assim que me vi capaz de falar novamente, disse:

– Mesmo que não seja você de verdade, eu fico com esta versão.”

Página 254

Sempre fui fascinada pela Índia: seus costumes, lendas e deuses são um prato cheio para construção de belas obras e incorporar tudo isso à um livro young adult foi uma jogada de mestre da autora. Ficou incrível, sem ser repetitivo ou chato. Gostei muito das passagens sobre a deusa Durga e a religião do país.

Isso tudo sem falar no romance tão bem explorado e desenvolvido. Kells, apesar de ter cometido muitas burradas do meio para o fim e ter me deixado morrendo de raiva, não é uma boba sonhadora. Muito pelo contrário, no geral sempre tem os pés no chão. A única coisa ruim é que ela parece ter incorporado Bella Swam no final do livro com todo aquele complexo de: “eu não mereço alguém como ele” e etc.

“Eu o fitei atônita. Ele era, para ser sincera, muita areia para o meu caminhãozinho. Eu jamais considerara a possibilidade de um relacionamento com ele. Sua pergunta me forçou a reconhecer que meu tigre de estimação, com quem eu me sentia totalmente à vontade, era, na verdade, um modelo de masculinidade.”

Páginas 168 e 169

Acho que me apaixonar por ele seria como mergulhar em um precipício. Seria ou a melhor coisa que me aconteceria ou o erro mais idiota que eu cometeria. Faria com que minha vida valesse a pena ou com que eu me chocasse contra as pedras e me arrebentasse completamente.”

Página 261

“Ren permaneceu calado por um momento.

– O que está querendo dizer?

– Estou dizendo… que eu sou o rabanete.

– E eu sou o que? O banquete?

– Não… você é o homem. Só que… eu não quero ser o rabanete. Quem quer? Mas sou realista o bastante para saber o que eu não sou e eu não sou um banquete. Quero dizer, você poderia estar comendo bombas de chocolate, pelo amor de Deus.

– Mas não rabanete.

– Não.

– Mas e se… – Ren fez uma pausa, pensativo – … eu gostar de rabanete?

– Você não gosta. Só não conhece nada melhor. (…)”

Páginas 321 e 322

Sobre o final, Colleen sua malvadinha, como foi nos deixar nesta angústia? Estou mais do que desesperada para ler O Resgate do Tigre, que segundo a Editora Arqueiro será lançado no primeiro semestre de 2012.

Seja pela capa e edição maravilhosas que a editora publicou, ou pela trama envolvente, este é um livro que vale à pena ser lido e que eu recomendo demais.

Avaliação (de 1 a 5):

Volta ao Mundo em Sete Dias #17

Olá pessoal! Escrevo este post após finalizar a leitura de A Breve Segunda Vida de Bree Tanner. Estamos todos em clima de Crepúsculo essa semana e ainda hoje vou ver o filme e conferir se ficou mesmo tão bom como todos comentam!!!

Tenho que confessar o quanto senti saudades da escrita de Meyer e como foi bom ler esta história relacionada ao livro Eclipse. Sinceramente, não esperava gostar tanto assim, mas como sempre me surpreendo com a impecável escrita dessa autora maravilhosa! Só que já chega de falar de Bree, afinal isso é assunto para a minha resenha…

Hoje é dia de contar os fatos da minha semana, e é isso que faço agora. No último final de semana houve evento de O Trono de Fogo em Porto Alegre, mas eu não estava aqui e não pude comparecer. Este findi não teremos encontros, o que é compensado pelo fato de no próximo dia 27 termos um mega evento da Editora Agir com mediação da Guardiã da Meia-Noite, tão bem conhecida na blogsfera gaúcha! Estou muito empolgada com o Richelle Mead no Brasil, série de eventos que a editora está promovendo em todo o país! Como disse, será dia 27 às 15hs na Saraiva do Shopping Praia de Belas, em Poa. Quem puder comparecer, já adianto que sempre nos divertimos muito em nossos encontros!

Falando de leituras, essa semana eu mesma me surpreendi ao listar o que li! Comecei lendo A Promessa de Richard Paul Evans, que já está resenhado e vai ao ar na próxima semana. Depois li Tequila Vermelha do famoso Rick Riordan, também já resenhado e agendado para próxima semana. Depois li Qual Seu Número? de Karyn Bosnak, que por ser livro de parceria pulou na frente dos outros e já está resenhado no blog. Li também Como Treinar o Seu Dragão de Cressida Cowel. Em seguida veio Radiante de Alyson Noel, do qual não esperava gostar muito, mas acabou sendo uma leitura leve e gostosa. Depois teve outro livro de parceria que chegou e “furou a fila”: A Maldição do Tigre, de Colleen Houck, que também terá resenha publicada na próxima semana. E por fim, mas não menos importante, li A Breve Segunda Vida de Bree Tanner da musa Stephenie Meyer. Ufa! Li bastante 🙂

E também recebi bastante coisa, para falar a verdade… Como já adiantei ali em cima, de parceira com as editoras chegaram Qual Seu Número? da Novo Conceito e A Maldição do Tigre da Arqueiro. Fiquei muito feliz com ambos, que são lindos (sério, a capa de A Maldição do Tigre é uma COISA, foi amor a primeira vista) e tem histórias fantásticas, amei demais!

Também recebi O Que Falta Ao Tempo, livro que chegou de uma troca com a fofíssima Luciana Mara, que tem um dos blogs mais divertidos e hiper recomendado por mim, o TOC. Se querem dar boas risadas e encontrar ótimos livros, esse é o lugar!

Além dele, chegaram L.A. Candy – Lauren Conrad, A Casa dos Macacos – Sara Gruen, Amanhã 4: Escuridão, Seja Minha Amiga – John Marsden, O Hipnotista – Lars Kepler e Wereworld: A Origem do Lobo – Curtis Jobling.

Estou louca para ler todos eles, mas vocês sabem que a fila é grande, então talvez demore um pouco para me organizar nesta nova rotina com tantas leituras! Para finalizar, deixo os marcadores lindos que recebi, uns super fofos que a Lu me mandou junto com o livro obrigada querida e o botton lindão que a Arqueiro mandou junto com o livro, simplesmente AMEI *-*

Por hoje era isso. Fiquem de olho porque amanhã tem promoção de Qual Seu Número no ar, e quero ver todos participando! Beijos e até a próxima Volta ao Mundo :*

Chevy Stevens – Identidade Roubada

Uma experiência literária marcante, comovente e espantosa. Não esperava me emocionar, e principalmente me chocar tanto com este livro! A premissa de um thriller sobre uma mulher sequestrada contando sua tragédia nas sessões de terapia não me inspirava muita confiança e apesar de ter lido diversas resenhas positivas, ainda assim me surpreendi pela narrativa fascinante e desconcertante de Chevy Stevens.

Esta é uma história muito, muito impactante. Então se você não gosta de encarar de frente toda maldade e crueldade que um ser humano se é que pode ser assim chamado é capaz, não recomendo a leitura. Mas para aqueles interessados em uma trama extremamente bem escrita, com personagens que te tocam, te despertam raiva, angústia, tristeza, solidão, e emoções a flor da pele, este é o seu livro.

Annie O’Sullivan era uma corretora de imóveis com uma vida boa e, senão feliz, próxima a isso. Tinha uma casa, um namorado e um cachorro. E não precisava aguentar a mãe todos os dias, o que era uma benção. Eu digo que ela era uma corretora porque agora não é mais nada. Nada além de uma carcaça, que anda e fala, mas que não consegue sentir nada além de medo constante.

Certo dia ao chegar ao fim de um plantão de vendas, foi abordada por um homem com jeito simpático que logo a convenceu de ser um comprador em potencial. Ela lhe mostrou toda a casa e ficou feliz pela perspectiva de fechar um negócio. Entretanto, antes de sair da casa, ele lhe agarrou pelos cabelos, colocou uma arma na sua frente e a carregou até uma van. Lá ela foi sedada e somente acordou quando já estava muito longe de casa e de qualquer possibilidade de socorro.

O Maníaco, como passou a chamá-lo, forçou-a a entrar em uma rígida rotina. Deveria ir ao banheiro somente quatro vezes por dia, em horário predeterminado, suas unhas teriam de estar sempre bem cuidadas e pintadas, as roupas que ela usaria seriam decididas por ele todos os dias, Annie deveria cozinhar, passar e limpar, sendo a perfeita dona de casa. Também teria seu banho dado por ele, e seguido do banho sempre vinha a hora do estupro e dos piores abusos.

No chalé, retirado de tudo e todos, ele a manteve encarceirada, prisioneira de sua própria insanidade, durante um longo ano. Não dá nem pra imaginar como seria ficar um ano presa com um ser tão desprezível, vil e nojento, mas que tem sua vida na palma da mão. O Maníaco é um sádico, perverso ao extremo e totalmente desequilibrado psicologicamente. Qualquer ato mínimo de Annie poderia desencadear uma crise de fúria que sempre resultava em espancamento.

O mais interessante é que, como disse anteriormente, acompanhamos a história nas sessões de terapia da protagonista. Ela fala conosco através da terapeuta e achei brilhante a forma como a autora conduziu esses diálogos. Hora somos apresentados aos fatos do passado, hora acompanhamos a vida de Annie no presente. Seus desafios não estão menores e ainda existe muito mistério envolvendo seu sequestro.

É aqui que confesso toda a minha surpresa com as reviravoltas muito bem planejadas e executadas de Chevy Stevens. A autora soube diretinho como me manter presa, ligada na história até a última página sempre curiosa com algum novo fato. Além do suspense ainda temos uma ótima veia policial, que deixou a leitura com um gosto ainda mais especial.

Comecei a ler o livro ao chegar em casa depois do trabalho e não consegui parar até concluí-lo. Ao virar a última página uma sensação muito estranha se apoderou de mim. Francamente, fazia algum tempo que um livro adulto não ficava na minha cabeça rondando e espreitando por tanto tempo. Não consegui dormir até desabafar com meu namorado sobre a história, pelo menos para ver alguém tão chocado quanto eu!

Annie é uma personagem extremamente difícil de definir, alguém com tantos problemas quanto ela não pode ser simples ou comum. E assim como o restante dos protagonistas, ela tem um desenvolvimento psicológico muito profundo e verossímil durante o desenrolar da narrativa, fato que muito me surpreendeu. É difícil falar de tanta dor e ainda conseguir ser coerente.

Outra coisa que preciso comentar é a edição da Arqueiro, que ficou excelente! Não encontrei erros de coesão ou gramática fato raro hoje em dia e achei o acabamento muito bem feito. Sobre a capa, gostei demais! Adorei o jogo de cores e acho que a ilustração passou de forma perfeita a ideia do livro. Identidade Roubada é um dos meus favoritos do ano, um estilo que com certeza irei ler mais de agora em diante, pois me agradou em demasia. Recomendo francamente o livro, uma história ágil e envolvente que irá te tocar assim como a mim!

Avaliação (de 1 a 5):

Ally Carter – Ladrões de Elite

Amei, amei, amei! Ladrões de Elite, de Ally Carter, me conquistou logo na primeira página! A narrativa é agil e fluída, sem deixar tempo para largarmos o livro. A história é emocionante e prende o leitor rapidamente, com um tema divertido e ao mesmo tempo controverso, onde torcemos para que os ladrões se deem bem! Conheci a autora através das resenhas da Camila do Leitora Compulsiva, sobre a série Garotas Gallagher, que eu sempre quis ler, mas nunca tive tempo ($$$$$) para comprar! Agora, com o lançamento deste novo livro, meu namorado querido me deu de presente no dia dos namorados (é ou não é para morrer de amores)?!

A história gira em torno de Katarina Bishop, uma garota que vive em uma família de ladrões. Até os 15 anos, ela ajudou seu pai, o mais renomado ladrão dos últimos tempos. Porém, depois de tantos anos trabalhando em negócios escusos, agora ela quer ser uma adolscente normal. Para isso ela arma um golpe e se infiltra no melhor colégio interno dos Estados Unidos. Só que não vai ser tão fácil abandonar o seu ramo familiar. Após 3 meses na nova escola ela é vítima de uma armação muito bem articulada e acaba sendo expulsa. O motivo é explicado por Hale, seu antigo parceiro lindo, carismático e bilionário. Seu pai está em perigo, pois obras valiosíssimas foram roubadas de um temido mafioso, Arturo Taccone e o principal (e único) suspeito, é Bobby Bishop. Taccone não quer saber quem roubou suas obras, só faz questão de informar à Kat que, se eles não aparecerem em duas semanas, seu pai é quem sofrerá as consequências.

Assim, com a ajuda de Hale e outros amigos (também comparsas), ela terá de viajar pelo mundo procurando pistas do misterioso ladrão que executou um roubo praticamente impossível na fortaleza do mafioso. Muitas aventuras e reviravoltas acontecem no decorrer da obra e todas me deixaram ainda mais curiosa e aflita pelo desfecho da trama.

Os personagens são muito engraçados e ganham vida sem nenhum esforço do leitor. As descrições de cenários e obras de arte também merecem destaque, pois são vívidas e realistas. Adorei entrar neste mundo de museus e pinturas valiosas. Ser ladrão, segundo a autora, é mesmo uma arte!

Avaliação (de 1 a 5):