Volta ao Mundo em Sete Dias #18

Olá meus queridos! Mais um Volta ao Mundo neste sábado, com minhas novidades para vocês.

Essa semana me perdoem se faltar entusiasmo nesta postagem, mas eu realmente odeio ficar doente e andei bem mal por estes dias. A única coisa que desejo mesmo é poder ir no evento de domingo em Porto Alegre, mas nem que seja me arrastando eu estarei lá!

Passando mal é compreensível que eu tenha lido menos e dormido mais, foi o que fiz. Dormi, dormi, dormi… Chegava do trabalho as 18hs e dormia até as 22:30hs, quando era obrigada a acordar para buscar meu amado na estação de trem coisa que tenho que fazer todos os dias. Ainda estou bem dorminhoca, mas agora a gripe já está indo embora e o sono é só preguiça de quem é obrigado a acordar antes das 6hs da manhã crueldade.

Tenho uma novidade legal sobre parcerias aqui do blog, a Editora Underworld confirmou o Mundo da Leitura como um dos blogs participantes do Projeto Bolsa Blogueiro que eles lançaram recentemente! O objetivo é fornecer livros a preços mais baratos para blogueiros literários, porque a editora não tinha condições de aceitar a grande demanda de solicitações que recebiam. Achei uma boa iniciativa, visto que as editoras não têm mesmo condições de mandar material promocional a todos os blogs literários que existem. Portanto, podem esperar resenhas desta editora por aqui de agora em diante 😉

Sobre leituras… Semana passada eu havia lido oito livros, no total, então acho que fui acometida por uma espécie de mini ressaca literária. Isso somada ao fato de estar doente e ter pego um livro que eu considerei muito chato no início da semana, fizeram com que eu enrolasse com ele mais do que o habitual o.O

Por isso, essa semana li bem menos que semana passada, mas até que não foi pouco não… Depois de muito esforço e empenho, li Sheila Levine está morta e vivendo em Nova York de Gail Parent. Na sequência veio Wereworld: a origem do lobo de Curtis Joblin, um livro muito cativante, que me fez continuar adorando a temática dos lobos. Também li Glee: O Início de Sophie Lowell, que foi uma grata surpresa, pois achei bem divertido e até deu uma vontade de ver a série. Por fim, li L.A. Candy de Lauren Conrad, um livro fofo que me conquistou pela capa e que me encantou! Estou desesperada pela continuação, até porque a autora deu um daqueles finais que não completam a trama deste primeiro volume, então minha curiosidade está em alta!

É, até que não foi uma semana totalmente improdutiva. Não sei se vou conseguir ler muito nos próximos dias porque está chegando o dia do chá de fralda do meu maninho Davi e estou ajudando minha mãe nos preparativos, lembrancinhas e afins. Aliás, o chá de bebê será no dia do meu aniversário (16 de dezembro, anotem aí), então terei dois motivos para comemorar!

Sobre o correio agora, estou decepcionada com a demora dos Correios em entregar minhas encomendas! Cadê a minha caixa com os kits maravilhosos que a Novo Conceito me enviou e até agora nada? Quero meus livrinhos!!!

Recebi essa semana:

  • Arizona – Eden Maguire, é o segundo volume da série Beautiful Dead que a Benvirá lança aqui no Brasil. Gostei bastante do primeiro livro, Jonas e estou curiosa pois já ouvi dizer que este é ainda melhor.
  • O Vale do Silêncio – Nora Roberts, último volume da Trilogia do Círculo! Ah meu Deus, mal posso esperar para descobrir o final e acompanhar o romance de Cian e Moira!!!!!!!!!!!!!
  • Sociedade Secreta: Rosa & Túmulo – Diana Peterfreund, um livro que eu queria há hooooras, mas sempre estava esgotado nas livrarias. Foi super difícil de encontrar! Uma das minhas próximas leituras, com certeza.

Me despeço convidando a todos para o evento de amanhã aqui em Porto Alegre. Participem pessoal, vejo vocês lá 😉

Beijos e até a próxima.

Nora Roberts – O Baile dos Deuses

Este é o segundo volume da Trilogia do Círculo, lançamento recente da maior romancista de todos os tempos, Nora Roberts. Esta é uma história onde Nora se aventura pelo universo sobrenatural dos vampiros. Aqui eles são retratados como seres do mal, que querem o controle absoluto de todos os mundos. A saga se inicia com A Cruz de Morrigan, cuja resenha você pode ler AQUI.

Agora que o círculo já está formado, os seis escolhidos têm uma missão importante a cumprir. Além de se prepararem para o confronto final, eles devem passar pelo baile dos deuses e chegar a Geall, a terra de onde vieram Larkin e Moira, e que não fica neste mundo.

Mas para isso eles terão de enfrentar alguns obstáculos, sendo o maior deles encontrar uma forma de levarem Cian junto. Isso porque ele é um vampiro, e segundo os deuses, estes seres não podem pisar em solo sagrado. E o Baile dos Deuses é um destes locais. Agora o grupo tem que achar uma forma de levá-lo e também de protegê-lo, caso cheguem em Geall durante o dia, quando o sol mataria Cian.

Neste meio tempo, enquanto lutam e fazem preparativos, Larkin e Blair começam a perceber uma forte atração ligando a ambos. Mas o passado, sempre um fator de complicação, de Blair é algo que a impede de sequer pensar em um relacionamento. Ela é forte e destemida, mas tão frágil quanto qualquer outro ser humano, mesmo que faça de tudo para não demonstrar.

E Larkin logo percebe isso, e trata de desarmá-la, camada por camada, para chegar ao coração da bela donzela. Um ser que muda de forma e uma caçadora de vampiros, que bela dupla Nora escolheu para protagonizar este livro!

Como em A Cruz de Morrigan, a autora narra a história alternando os pontos de vista dos dois que formam o casal da vez. Mesmo assim, em alguns momentos a narrativa é feita por outro dos  protagonistas, e até mesmo pela vilã Lilith.

Adorei este livro, acho que o casal teve em bom entrosamento e que Roberts soube mais uma vez prender a atenção do leitor da primeira a última página. E minhas expectativas para o próximo e último volume são as melhores possíveis. Isso porque o último casal é sempre o mais complicado e explosivo nas trilogias de Nora, e Cian e Moira prometem muitas cenas maravilhosas e ação do início ao fim!

O Vale do Silêncio com certeza é uma das minhas próximas aquisições e espero resenhar em breve para vocês. Recomendo altamente esta série para quem ainda não se cansou de vampiros ou quer vê-los descritos sobre uma outra perspectiva.

Avaliação (de 1 a 5):

Nora Roberts – A Cruz de Morrigan

Nora Roberts é uma das minhas autoras favoritas. Também, escritora de mais de 200 romances e autora da Série Mortal, sob o pseudônimo de J. D. Robb, até hoje não encontrei uma obra sequer que não me agradasse. Já li mais de 45 livros da autora e cada dia sou mais fã.

Apesar de falarem que a autora entrou na onda dos vampiros e embarcou no sucesso de Stephenie Meyer, parece que poucos se lembram o quanto Nora já escreveu romances sobrenaturais, como a Trilogia da Magia e a Trilogia do Coração. Sim, esta autora adora trilogias, como esta que hoje vos apresento: a Trilogia do Círculo, iniciada com A Cruz de Morrigan.

Como já deve ter ficado subentendido no parágrafo acima, esta é uma história de vampiros. Sim, mais um clichê. Mas também é uma trama totalmente nova, em que os vampiros não são os mocinhos controlados e adoradores de seres humanos, mas também não são os demônios horrendos e sem coração que temos visto por aí, pelo menos não todos. Claro que os vilões da história são os vampiros, mas o grande feito da autora foi encontrar um meio termo, ou seja: vampiros que possam ser íntegros, mesmo que a raça seja degradante. Mas eu estou me adiantando, afinal o protagonista da história não é nenhum vampiro e sim um feiticeiro.

Hoyt vive no século XII e está devastado com a morte de seu irmão. Sim, porque ao ser transformado em um vampiro, Cian teve seu destino selado para algo pior que a morte. A maléfica Lilith, criadora da raça vampírica, transformou pessoalmente o irmão de Hoyt, despertando-lhe o desejo de vingança. Como exímio feiticeiro, ele crê que poderá derrotar esta força do mal, mas a deusa Morrigan tem outros planos para seu súdito.

Lilith ameaça destruir todos os mundos em todos os tempos: presente, passado e futuro, com sua sede de sangue e poder. E Hoyt é o escolhido para formar um círculo que combaterá e destruirá o mal.

Assim, ele viaja ao tempo presente para recrutar seu irmão, agora séculos mais velho e a bruxa Glenna. Isso porque assim foi determinado: um feiticeiro, uma bruxa, um vampiro, uma erudita, aquele de múltiplas formas e um guerreiro, que formarão o círculo de seis e lutarão para salvar os mundos viu só, ela inovou, não é só salvar este mundo, mas sim todos os muitos outros que existem.

E é de um destes outros mundos que vem a erudita e o de múltiplas formas, Moira e Larkin, que viajaram de Geall para cá se unindo aos outros e treinando para a batalha que se aproxima.

Mas aí você deve estar se perguntando, onde entra o romance nessa história? É claro que não poderia faltar, afinal é Nora Roberts, a rainha do romance, que está escrevendo! Hoyt e Glenna, a bruxa, logo descobrem que tem bem mais em comum do que apenas a magia, e mesmo vivendo em um campo de guerra eles descobrirão que o amor pode surgir dos lugares e situações mais inexplicáveis.

Eu amei o livro, um dos meus favoritos da Nora com certeza. Ela soube explorar muito bem o lado sobrenatural, sem deixar de lado o sentimentalismo que tanto adoro. Seus livros sempre me encantam de uma forma ou de outra, mesmo sendo mais densos e carregados, como este.

O livro dá bastante medo de vampiros, mas também nos faz rir com Cian, um membro da espécie totalmente diferente, muito sarcástico e sensual. Amei ele! Mas também amei Hoyt e Glenna, com seu amor a toda prova o tempo todo.

Muito recomendado, A Cruz de Morrigan foi um excelente início para mais esta saga. Fiquei super ansiosa para ler O Baile dos Deuses, segundo volume que pretendo adquirir em breve.

Avaliação (de 1 a 5):

Carole Matthews – O Clube das Chocólatras

Eu amo chick-lits! Este é um gênero divertido, romântico e que tem praticamente tudo que eu procuro em um livro. Chick-lits são livros que abordam o universo feminino, a mulher moderna e todos os seus dramas, medos, conquistas, neuras e principalmente, seus  problemas de relacionamentos.

O Clube das Chocólatras se enquadra perfeitamente neste estilo, nos apresentando quatro personagens centrais com tipos de vida bem diferentes, mas unidas pelo mesmo amor: o chocolate. É comprovado cientificamente pode perguntar para qualquer representante do sexo feminino que chocolate acalma, cura dor de cotovelo, aplaca a TPM, alivia o stress e alegra o dia de qualquer um! Mas Lucy, Nadia, Autumm e Chantal levam esta paixão pelo doce a níveis nunca antes vistos!

Esta obra me lembrou bastante de Sapatólatras Anônimas, não só pelo nome, mas pela estrutura da trama, que é idêntica. Quatro mulheres unidas pela mesma paixão, cada uma com um drama maior que o outro. Claro que isso não quer dizer que não gostei da história, muito pelo contrário, eu amei. Como expliquei para vocês no outro post, não tenho nada contra clichês ou repetições, desde que hajam elementos inspiradores no livro que me conquistem de primeira.

E assim foi com esta obra, me identifiquei com as protagonistas de imediato. Dei altas gargalhadas com Lucy e suas trapalhadas amorosas. Me diverti e me choquei a beça com Chantal e sua fome incontrolável por sexo mesmo tendo em casa um marido que não a auxilia nestas atividades. Autumm me prendeu por sua simplicidade e amor ao próximo, sempre gosto das boazinhas. Já Nadia me fez ver o lado de uma situação que é pouco abordada pela literatura pelo menos eu acho o vício em jogos.

Todas elas tem algo a te mostrar e ensinar. Isso é o mais legal e mais divertido da história. E claro que todos os problemas que surgem vão sendo resolvidos com muita amizade e chocolate, claro. Conheci diversas marcas que nem sabia que existiam, mas que me deixaram com água na boca assim como a capa! Quem dera existisse um “Paraíso do Chocolate” aqui na minha cidade!!!

Um livro de temas bem adultos e super divertido, se você gosta do gênero, não pense duas vezes e leia logo! Eu, com certeza, estou louca pela continuação, A Dieta das Chocólatras 😉

Avaliação (de 1 a 5):

Sarah Mason – Um Amor de Detetive

Este é um clássico chick-lit, de uma autora ótima. Um Amor de Detetive é um livro cativante e promissor. Apesar de tudo isso, não o considero perfeito, algumas coisas poderia ser melhor abordadas e senti falta de romance no livro. Eu sou uma romântica incurável, e queria mais cenas cute envolvendo os protagonistas!!

A obra conta a história de Holly Colshannon, jornalista falida que escreve uma coluna sobre a morte de animais de estimação em um jornal. Claro que ela deseja melhorar seus status dentro da cadeia jornalística, escrevendo coisas mais interessantes. E quando o rapaz que cuidava da seção criminalista se demite, ela finalmente tem sua chance.

O chefe de Holly decide que seria interessante fazer uma série de reportagens sobre a vida de um detetive policial. Isso seria como matar dois coelhos com uma cajadada porque aumentaria a tiragem do jornal e estreitaria os laços deteriorados da polícia com a mídia impressa. Para esse serviço Holly terá que seguir um detetive no seu dia-a-dia e escrever um diário sobre os casos acompanhados (sem vazar informações, claro), publicando-o em sua coluna.

A tarefa da moça não é fácil, mas fica ainda mais complicada quando ela descobre que o policial em quem ela terá que “grudar” é James Sabine. Ele odeia reportes e a mídia em geral, faz questão de deixar isso bem claro para Holly e para todos que acompanham seu primeiro diálogo com ele na delegacia. A protagonista é super atrapalhada, o que o irrita ainda mais. No início do livro, achei James muito ignorante, mas aos poucos vamos conhecendo mais sobre ele e o personagem também se solta na companhia de Holly.

Falando nela, é uma figura a parte, com seu jeito destrambelhado e desatento nos faz dar altas risadas, ainda mais com todas as suas idas ao hospital!! Ela e James se aproximam bastante nos decorrer do livro, entretanto existe um grande (gigantesco) empecilho na vida dos dois. Ele está prestes a se casar e não vai abandonar a noiva por nada no mundo.

Muitas confusões, risadas e diversão te esperam ao pegar este livro para ler, é uma obra despretensiosa e super leve. A escrita de Sarah Mason é muito gostosa, não dá vontade de parar de ler, mesmo que em certos momentos haja monotonia na história. No geral é uma boa dica de chick-lit. Mas cuidado, se você gosta de romance, talvez se decepcione!

A capa é uma fofura e a edição da Bertrand é impecável. Um livro lindo que merece destaque na estante. Leia sem grandes pretensões e tenho certeza de que dará boas risadas com a personagem principal!!! Já li mais uma obra da autora, da qual gostei muito até mais do que este chamada A Vida é Uma Festa. Pretendo ler em breve Alta Sociedade, último lançamento dela publicado no Brasil.

Avaliação (de 1 a 5):

Barbara Delinsky – Mais que Amigos

Esse é o segundo romance de Barbara Delinski que eu tenho o prazer de ler, e me impressiono cada vez mais com a capacidade da autora de abordar temas tão complexos em romances que pareceriam tão simples. Este livro não foi nada do que eu esperava, o que não quer dizer que foi ruim. Eu achava que a trama seria sobre um homem e uma mulher que são amigos de infância e, já adultos, percebem que a amizade se transformou em amor e paixão. Pois é, não foi isso que aconteceu.

A trama conta a história de duas famílias, que foram unidas desde muito cedo. Os Maxwell e os Pope formaram uma entidade, compraram sua primeira casa de veraneio juntos, tiveram filhos juntos, suas casas em um bairro nobre são uma ao lado da outra. Seus filhos são unidos e praticamente nunca fazem nada separados.

J. D. e Teke Maxwell são pais de Michael, Jana e Leigh. O esposo é advogado e Teke se encarrega da casa e dos filhos. Annie e Sam Pope são pais de Zoe e Jon, o marido também é advogado (na mesma firma de J. D. pois são sócios) e a mulher é professora doutora em uma universidade.

A história começa com um triste episódio que desfaz os vínculos tão fortes que os uniam e que deixa sequelas gravíssimas em todos os integrantes da grande família Popewell! Os personagens descobrem que, afinal das contas, suas famílias poderiam ser mais que amigas. E isso não foi uma coisa positiva. Os mais afetados são os filhos, que vivem um drama familiar sem precedentes.

O sofrimento, necessidade de redenção e o perdão são abordados constantemente. Admito que isso me incomodou em certos momentos, porque parecia que o sofrimento não teria fim. Os personagens remoíam sua culpa, os outros os acusavam mais e mais e nada andava na trama. Porém, dá pra entender o sentido disso, pois a autora faz uma reflexão profunda durante toda a obra sobre como um ato, um minuto da sua vida, pode determinar todo o resto.

O romance também está presente, claro, na forma de um amor do passado que volta para perturbar Teke Maxwell, em cada gesto de Annie e Sam para tentar salvar seu casamento e no lindo amor juvenil de Leigh e Jon!

Barbara Delisnski sabe descrever muito bem sobre tramas políticas e também sobre o mundo da advocacia, o que eu já tinha percebido ao ler A Felicidade Mora ao Lado. As descrições dela deste mundo causam ao mesmo tempo repulsa, por pessoas sem moral e ética, e admiração, por profissionais que realmente querem ajudar e promover o bem para a sociedade.

No geral gostei bastante do livro, que me fez refletir e pensar muito em erros e acertos, e também me fez ver a infidelidade de uma forma nova (que ainda não decidi se entendo ou aceito).

Sempre pensei nesta autora como uma cópia de Nora Roberts, mas agora vejo que são muito distintas. Delinski fala apenas da realidade, dos fatos do cotidiano, enquanto Nora brinca com os sonhos, com mundos mágicos e com o sobrenatural em diversos livros. Enquanto a primeira escreve obras densas e complexas, a outra escreve lindos romances para suspirar e soltar a imaginação. Para Nora Roberts tudo é possível!

Enfim, eu confesso que gosto muito mais dos livros da Nora que, para mim, estão em outro patamar. Porém, é bom ler algo diferente e com um conteúdo tão rico quanto este livro de vez em quando.

Avaliação (de 1 a 5):