Chevy Stevens – Identidade Roubada

Uma experiência literária marcante, comovente e espantosa. Não esperava me emocionar, e principalmente me chocar tanto com este livro! A premissa de um thriller sobre uma mulher sequestrada contando sua tragédia nas sessões de terapia não me inspirava muita confiança e apesar de ter lido diversas resenhas positivas, ainda assim me surpreendi pela narrativa fascinante e desconcertante de Chevy Stevens.

Esta é uma história muito, muito impactante. Então se você não gosta de encarar de frente toda maldade e crueldade que um ser humano se é que pode ser assim chamado é capaz, não recomendo a leitura. Mas para aqueles interessados em uma trama extremamente bem escrita, com personagens que te tocam, te despertam raiva, angústia, tristeza, solidão, e emoções a flor da pele, este é o seu livro.

Annie O’Sullivan era uma corretora de imóveis com uma vida boa e, senão feliz, próxima a isso. Tinha uma casa, um namorado e um cachorro. E não precisava aguentar a mãe todos os dias, o que era uma benção. Eu digo que ela era uma corretora porque agora não é mais nada. Nada além de uma carcaça, que anda e fala, mas que não consegue sentir nada além de medo constante.

Certo dia ao chegar ao fim de um plantão de vendas, foi abordada por um homem com jeito simpático que logo a convenceu de ser um comprador em potencial. Ela lhe mostrou toda a casa e ficou feliz pela perspectiva de fechar um negócio. Entretanto, antes de sair da casa, ele lhe agarrou pelos cabelos, colocou uma arma na sua frente e a carregou até uma van. Lá ela foi sedada e somente acordou quando já estava muito longe de casa e de qualquer possibilidade de socorro.

O Maníaco, como passou a chamá-lo, forçou-a a entrar em uma rígida rotina. Deveria ir ao banheiro somente quatro vezes por dia, em horário predeterminado, suas unhas teriam de estar sempre bem cuidadas e pintadas, as roupas que ela usaria seriam decididas por ele todos os dias, Annie deveria cozinhar, passar e limpar, sendo a perfeita dona de casa. Também teria seu banho dado por ele, e seguido do banho sempre vinha a hora do estupro e dos piores abusos.

No chalé, retirado de tudo e todos, ele a manteve encarceirada, prisioneira de sua própria insanidade, durante um longo ano. Não dá nem pra imaginar como seria ficar um ano presa com um ser tão desprezível, vil e nojento, mas que tem sua vida na palma da mão. O Maníaco é um sádico, perverso ao extremo e totalmente desequilibrado psicologicamente. Qualquer ato mínimo de Annie poderia desencadear uma crise de fúria que sempre resultava em espancamento.

O mais interessante é que, como disse anteriormente, acompanhamos a história nas sessões de terapia da protagonista. Ela fala conosco através da terapeuta e achei brilhante a forma como a autora conduziu esses diálogos. Hora somos apresentados aos fatos do passado, hora acompanhamos a vida de Annie no presente. Seus desafios não estão menores e ainda existe muito mistério envolvendo seu sequestro.

É aqui que confesso toda a minha surpresa com as reviravoltas muito bem planejadas e executadas de Chevy Stevens. A autora soube diretinho como me manter presa, ligada na história até a última página sempre curiosa com algum novo fato. Além do suspense ainda temos uma ótima veia policial, que deixou a leitura com um gosto ainda mais especial.

Comecei a ler o livro ao chegar em casa depois do trabalho e não consegui parar até concluí-lo. Ao virar a última página uma sensação muito estranha se apoderou de mim. Francamente, fazia algum tempo que um livro adulto não ficava na minha cabeça rondando e espreitando por tanto tempo. Não consegui dormir até desabafar com meu namorado sobre a história, pelo menos para ver alguém tão chocado quanto eu!

Annie é uma personagem extremamente difícil de definir, alguém com tantos problemas quanto ela não pode ser simples ou comum. E assim como o restante dos protagonistas, ela tem um desenvolvimento psicológico muito profundo e verossímil durante o desenrolar da narrativa, fato que muito me surpreendeu. É difícil falar de tanta dor e ainda conseguir ser coerente.

Outra coisa que preciso comentar é a edição da Arqueiro, que ficou excelente! Não encontrei erros de coesão ou gramática fato raro hoje em dia e achei o acabamento muito bem feito. Sobre a capa, gostei demais! Adorei o jogo de cores e acho que a ilustração passou de forma perfeita a ideia do livro. Identidade Roubada é um dos meus favoritos do ano, um estilo que com certeza irei ler mais de agora em diante, pois me agradou em demasia. Recomendo francamente o livro, uma história ágil e envolvente que irá te tocar assim como a mim!

Avaliação (de 1 a 5):

Sara Shepard – Perfeitas

Essa resenha era pra ir ao ar na segunda-feira, mas como as meninas do Murphy’s Library não postaram ainda o Book Blogger Hop e não sei se irão postar hoje, estou adiantando Perfeitas para vocês!!!

Se Maldosas foi ótimo e Impecáveis foi maravilhoso, este livro só pode ser descrito como perfeito meeesmo! O terceiro volume da série Pretty Little Liars foi o melhor até aqui disparado.

PODE CONTER SPOILERS PARA QUEM NÃO LEU OS VOLUMES ANTERIORES!

-A está muito mais do que malvada nesta sequência, não apenas ameaçando, mas cumprindo efetivamente sua palavra e arruinando lentamente a vida de cada uma de nossas pequenas mentirosas.

Vários acontecimentos dos volumes anteriores voltam a assombrar as meninas, principalmente Spencer, que descobre estar concorrendo a um prêmio acadêmico importantíssimo e de grande honra, o que seria ótimo, se o trabalho fosse dela e não da irmã Melissa, que Spencer roubou e entregou em seu nome. Pois é, e para infelicidade geral da nação, parece que A sabe este pequeno segredinho, e não está nem um pouco a fim de guarda-lo!

Já Emily finalmente assumiu sua sexualidade, mas isso quer dizer apenas problemas para sua família, e ela se vê numa sinuca de bico: ou seu amor por Maya, ou sua vida em Rosenwood, escolha difícil não é?

Hanna está sendo cada vez mais humilhada por todos, é a típica “garota popular” que vê seu mundinho cor de rosa ruir. Sean está namorando Aria e Mona não quer mais saber dela. No meio de tudo isso surge Lucas, um garoto mega fofo que serve pelo menos de consolo.

Aria continua enfrentando muitos dramas familiares, e o namoro com Sean talvez não seja tudo aquilo que ela espera. Ezra tem mais participações no livro, o que achei ótimo porque adoro o personagem.

As peças do quebra-cabeças finalmente começam a se encaixar, a autora dá várias pistas novas, e A está sempre ali para nos fazer duvidar e questionar a inocência de todos. Cada personagem é um possível assassino e perseguidor em potencial, e minhas dúvidas foram elevadas a níveis estratosféricos no decorrer da narrativa.

Perfeitas tem um ritmo alucinante, mais ágil e viciante do que todos os anteriores. Impossível desgrudar das páginas ou mesmo tirar a história da cabeça. Até sonhar com ela eu sonhei, de tanto que mexeu comigo!

O que mais me agrada na trama é o mote central no suspense e mistério, apesar de ser uma série aparentemente simplória e bem juvenil, Pretty Little Liars me surpreende pela narrativa impecável e primorosa de Sara Shepard, que vai construindo uma teia complexa e muito bem estruturada, nos dando várias informações e lançando novos questionamentos ao longo de todos os capítulos.

Como já mencionei na resenha de Maldosas, cada capítulo é focado em uma protagonista, e mesmo assim não há como ter uma favorita,  porque todos eles, sem exceção, trazem novos fatos marcantes e de grande importância para a trama.

Outro ponto positivo a ser ressaltado são os títulos dos capítulos, muito bem pensados, que te deixam na maior expectativa pelo que está por vir! As capas de bonecas não haviam me conquistado totalmente, sempre gostei mais da capa baseada no seriado. Porém, ao juntar todos os livros da minha coleção, passei a achar todas elas lindas, ainda mais estas novas que estão saindo com a segunda fase da série!

Enfim, não sei mais como falar pra vocês: leiam estes livros!!! Tem bastante gente que conheço que abandonou a série por não se identificar com o livro dois, Impecáveis, mas minha dica é que deixem de lado preconceitos e se apeguem a Perfeitas, que tem tudo para maravilhar os leitores!

Avaliação (de 1 a 5):

Enderson Rafael – Todas as Estrelas do Céu

Este é um livro nacional que eu desejava fazia muito tempo. Fiquei super curiosa depois de ler uma resenha ótima da Camila, no Leitora Compulsiva. A partir daí, li muito mais sobre a obra e também sobre o autor, que a escreveu quando tinha apenas 19 anos.

O difícil foi a aquisição do livro, que eu queria conseguir por uma troca no Skoob. Deixem eu dizer uma coisa, o pessoal por lá anda muito ganancioso! Sempre havia exemplares disponíveis, mas todos a dois créditos. Não digo que o livro não valha isso, mas é uma obra com poucas páginas, que não custa muito para enviar e que não custa tão caro assim para comprar nova! Mas enfim, com sorte consegui um exemplar novo por um crédito e tudo se resolveu 🙂

Tenho uma coisa importante pra dizer: o livro é lindo! A edição e a capa são super bem feitas, muito bem graficadas e com ótimas ilustrações em cada página e no início dos capítulos. Foi amor a primeira vista!

Sobre a história, eu confesso, me apaixonei! Sou uma romântica incurável, e a história de dois amantes separados pelas circunstâncias do destino sempre mexe comigo. O livro me lembrou bastante a tragédia de Shakespeare, Romeo e Julieta. Não que Carol e Leandro, os protagonistas, sejam de famílias inimigas. Muito pelo contrário, o problema deles é serem da mesma família: serem irmãos!

Calma! Antes de vocês se assustarem, deixo claro que eles não são irmãos de sangue! Leandro é adotado. Mesmo assim, o que importa realmente na trama e cria todo o dilema moral é que a criação dada aos dois sempre foi de irmãos. Eles se viram desde crianças como tal, até que cresceram e amadureceram, percebendo que se amavam.

Só que este é um amor fadado ao desastre, porque a sociedade em geral rejeita este tipo de relacionamento. E este é o mote central da trama, como lidar com uma situação destas? Será que o amor pode vencer a todas as barreiras, até mesmo as impostas por aqueles que amamos?

A forma como Enderson Rafael conduz a obra é muito leve e extasiante. Com uma linguagem muito mais simples e acessível do que a que estou acostumada, o autor consegue dar a narrativa um clima mais jovial. Adorei ler algo com tantas referências à cultura brasileira, os programas de TV que assistimos, nossos hábitos e costumes, tudo que geralmente acompanhamos meio “de fora” nas obras estrangeiras. Assim podemos nos identificar com os lugares e situações vividas no livro.

Eu, que sou do sul, simplesmente amei a alusão ao sotaque dos “manezinhos da ilha” de Santa Catarina, porque com certeza quem é de Floripa tem um jeito todo especial de se expressar, quem já foi pra lá vai me entender. Também achei muito legais as confusões de todo mundo com Petrópolis e Teresópolis, eu não saberia distinguir um do outro, até porque não conheço nada do Rio de Janeiro. Mas enfim, o que eu quero dizer é que é sempre ótimo poder ler algo em que podemos nos reconhecer.

É um livro que recomendo com certeza, uma obra em que você vai sorrir e chorar! Todas as Estrelas do Céu tem poucas páginas, 155 apenas. Mas nelas cabe uma história de valor inestimável: uma história de amor! Leiam.

Avaliação (de 1 a 5):

Lionel Shriver – Precisamos Falar Sobre o Kevin

Este é um livro que já li há muito tempo e que me marcou por demais. É uma trama para leitores maduros, que gostam de livros mais densos e complexos. Não que isso signifique que é uma obra parada, muito pelo contrário, me apeguei à história desde o início.

Apesar de Lionel Shriver não ser muito conhecida, ela é uma das melhores autoras que li, pela profundidade de sentimentos humanos que consegue retratar tão perfeitamente em suas obras.

Este livro nos conta a história de Kevin. Conhecemos a vida deste garoto perturbado contada por sua mãe, em cartas para ele. É muito difícil explicar a grandeza das questões levantadas pela autora. Acontece que Kevin nunca foi uma criança normal. E é tentando buscar respostas para o comportamento horrorizante que ele apresentou em determinado momento da vida que ela começa a se questionar sobre onde pode ter errado, o que foi feito de diferente com aquela criança que a transformou em um monstro.

Eu recomendo este livro para apreciadores de psicologia humana, de uma história profunda, angustiante, que deve ser lida, apreciada e degustada. Não é uma narrativa de fácil desenrolar, porque várias vezes o comportamento humano nu e cru consegue chocar o leitor. Enquanto lia pensava muito sobre a humanidade como um todo, sobre a individualidade de cada ser e sobre a capacidade, ou não, do ser humano viver em grupo.

Também é abordado, e muito bem por sinal, o tema das chacinas nas escolas, e como isso pode não estar nem um pouco relacionado com o bullying, como tanto se divulga na mídia hoje em dia.

Apesar de ser um livro totalmente diferente do que costumo ler, recomendo muito para leitores mais velhos, que gostem de variar o estilo e pegar uma boa obra a moda antiga: com início, meio e fim, sem continuações, fantasia ou sobrenatural inseridos.

Para finalizar, me digam se não acham a capa chocante? Ela é muito bem feita, e sempre achei que representa bem demais o livro!

Avaliação (de 1 a 5):

E não esqueçam que a promoção de Eldest + 2 super kits de brindes termina hoje às 23:59hs, amanhã trago o resultado!!! Corre lá e participa, ainda dá tempo! Lembrando que é necessário preencher o formulário corretamente para participar, não adianta só divulgar. 😉

Jennifer Echols – Longe Demais

Amei, adorei e recomendo!! Estou na fase de ler ótimos livros e este é mais um que superou totalmente as minhas expectativas. Jennifer Echols é uma famosa autora de romances adolescentes, que já ganhou diversos prêmios e é super conhecida lá fora! Infelizmente aqui no Brasil seus livros não têm muito destaque, o que não quer dizer que as capas fofas não consigam chamar a atenção de leitoras como eu, que vão até lá e compram por impulso. Foi assim que fiz com a obra Como Fui Esquecer Você, que estava tão linda exposta na Saraiva. Nunca havia ouvido falar na autora, mas a sinopse e a capa eram promissoras e resolvi arriscar. Surpreendi-me. O livro era ótimo, com uma história bem narrada e estruturada. Apesar disso, Longe demais está em outro nível! Gostei mais desse e considerei a escrita da autora melhor aprimorada.

Longe Demais narra a história de Meg. Ela é a típica adolescente rebelde, bebe, se droga e pinta os cabelos de azul. Ela tem um relacionamento aberto com um Eric, um filhinho de papai drogado e metido a besta, mas ela não se importa com isso, só quer sexo e libertação. Parece forçado escrevendo assim, mas é essa a ideia que Echols nos lança logo no início do livro, uma adolescente perdida, mas não malévola.

Porém, ao se aventurar com Eric, Tiffany e Brian nos trilhos da ponte de uma ferrovia da cidade ela acaba indo longe demais e vai parar na cadeia. Como castigo pela transgressão, ela e seus amigos são obrigados a cumprir uma certa “pena alternativa”. O policial que os prendeu não quer saber de moleza, quer mesmo é que eles aprendam uma lição e cresçam. Por isso John After determina que cada um deles passe as férias da primavera acompanhando um serviço essencial. Brian vai para o corpo de bombeiros, Tiffany acompanha o serviço de emergência de saúde e para Meg sobra passar suas férias com o policial durão. Brian é um caso a parte, porque seu pai é um advogado e ele sempre se safa, então não tem que fazer nada disso.

No princípo a garota não gosta muito de se ver longe de suas tão sonhadas férias na Flórida, mas aos poucos ela percebe que por traz daquela máscara de policial durão se esconde um jovem tão perdido no mundo quanto ela. Juntos eles vão descobrir que um amor ou uma paixão pode curar feridas muito profundas que a vida é capaz de abrir em você!

A história é linda, muito bem contada e me fez querer chorar várias vezes. Sinceramente, ou eu ando muito emotiva ou preciso parar de ler livros com um toque de drama por um tempo! Longe demais é aquele tipo de livro que te faz até querer abandonar os sobrenaturais, te faz ver a beleza de histórias de amor adolescente que poderiam ser reais. E por que não crer que elas são reais?

Li o livro em um dia, fiquei totalmente presa a trama e ansiei por mais e mais de John e Meg! Infelizmente para nós, apenas estes dois títulos que citei foram lançados aqui no Brasil, pela Editora Pandorga. Espero que em breve lancem mais livros dela, que já escreveu sete obras. Recomendo muito que leiam Longe Demais, é realmente um livro maravilhoso!

Avaliação (de 1 a 5):

Nicholas Sparks – Um Amor para Recordar

“No início você vai sorrir e, depois, chorar – não diga que não avisei.” Landon Carter

Uau! Nicholas Sparks me surpreende mais uma vez. Não que essa história tenha sido uma surpresa, pois como a maioria, eu já tinha assistido ao filme baseado nesta obra. Mas a leveza, carisma, sensibilidade e amor com que o autor conduziu a obra o transformou em um épico, uma história de amor sem precedentes. Percebi agora que nunca resenhei nada dele aqui no blog, coisa que pretendo remediar com este e outros posts.

Eu nem preciso dizer que amei este livro não é?! Essa é a história de Landon e Jamie, dois jovens unidos pelo amor. Jamie é a filha do pastor, uma pessoa doce, boa de coração, que sempre ajuda os outros, vê o lado positivo das coisas e anda com um sorriso no rosto. Ela não se veste tão bem como as outras moças, nem se arruma para chamar a atenção. Simplesmente anda o tempo todo com sua bíblia praticando boas ações. Já Landon é um rapaz da turma dos rebeldes, dos populares. Apesar disso, não é um mau garoto e acaba se aproximando de Jamie (mesmo contra vontade) em função de uma peça da escola.

Os dois descobrem que tinham mais em comum do que pensavam e assim se forma um casal dos mais bonitos que já tive o prazer de ler!! Sim, eu visualizo-os e admiro-os pela beleza com que tocam nosso coração. Esse é um livro que irá te fazer chorar, chorar muito. É um livro que mexe com seus sentimentos, com suas emoções. Por isso mesmo é tão importante lê-lo, porque uma obra que faz isso com você e com milhares de pessoas, vale a pena ser lida.

Não é um livro grande, tem apenas 185 páginas, mas nela cabe uma trama de força gigantesca. Não foram precisas mais que estas páginas para contar o que era necessário, para nos cativar e emocionar! Leia preparado para o choro, para a tristeza, mas também para alegria de perceber como o amor move montanhas! Mais do que recomendado!!!

Avaliação (de 1 a 5):

Chris Cleave – Pequena Abelha

Comovente, triste, tocante. Estes são alguns dos adjetivos que eu poderia usar para descrever este livro. Mas essa é uma obra que não pode ser descrita em apenas uma palavra. Essa história é muito mais do que apenas um adjetivo. É um relato comovente de uma situação desesperadora pela qual muitas pessoas em nosso mundo passam.

Eu não posso falar muito sobre a trama, porque é pedido pelo autor que não contemos. Ele deixa bem claro que seu desejo é que expressemos nossas emoções sobre a leitura e divulguemos o livro, mas sem falar sobre o que acontece, porque o diferencial e o emocionante do livro é a forma como é narrada a história!

Mas como eu não posso fazer uma resenha sem contar absolutamente nada, senão vocês não vão ter embasamento para querer ler, vou contar algumas coisinhas. Esse livro conta a história de duas mulheres, que sofreram muito na vida e se encontraram em um momento trágico. Uma delas é Pequena Abelha, ou simplesmente Abelhinha, uma refugiada nigeriana. A outra é Sarah, uma mulher comum com marido e filho, bem sucedida profissionalmente. A vida das duas irá se cruzar em um belo dia em uma praia, e a partir daí se desenrolarão diversos acontecimentos que as afastarão e unirão novamente as duas.

Enquanto isso, vamos aprendendo lições valiosas para nossa vida, refletindo sobre a importância do outro na nossa sociedade e relembrando de certas coisas que ficam esquecidas por tempo demais na nossa mente. O que é importante mesmo que eu diga aqui é que esse livro te faz chorar, te faz sorrir e te faz ver a beleza das pequenas atitudes, das pequenas coisas. Ao mesmo tempo, vemos o horror, a guerra, a ganância da raça humana e a simbologia que um grande ato pode ter.

Achei fantástica a forma de narração que Chris Cleave usou, nos levando hora ao presente, hora ao passado, nos instigando a descobrir os acontecimentos da trama. Outra coisa muito legal no livro é a capa, que eu acho lindíssima, assim como a edição da editora Intrínseca, que ficou muito boa. Esse é um livro que vale a pena ter na sua estante, uma obra para ler e reler cada vez aprendendo mais!

Avaliação (de 1 a 5):

Previous Older Entries