Deborah Harkness – A Descoberta das Bruxas

Um dos melhores do ano! Uau, estou cansando de falar isso mentiiiira, tragam mais livros maravilhosos, eu faço um top twenty não tem problema!!! Me apaixonei perdidamente pelo enredo deste livro. A capa e a proposta me encantaram desde o início e quanto mais lia, mais empolgada e emocionada ficava. Esta é uma obra em que a autora soube dosar ingredientes maravilhosos, que acabaram por formar um resultado muito rico. Fantasia, magia, suspense, aventura, ação, mistério, tudo isso vem embrulhado em uma capa maravilinda e com uma espessa cobertura de romance. 😀 Preciso dizer que amei?

O livro nos conta a saga de Diana Bishop, uma historiadora órfã que renegou sua magia desde muito pequena. Ela é uma bruxa, nascida da união de duas famílias poderosíssimas e tradicionais. Porém, todo o poder que seus pais tinham não foi o suficiente para livrar-lhes do destino cruel que os esperava. Por causa disso, Diana aprendeu a odiar, ou pelo menos suprimir sua magia. Claro, haviam pequenas exceções: quando sua máquina de lavar ameaça inundar o apartamento, você não tem muito o que fazer não é?!

Como disse, ela é uma historiadora que já publicou diversas pesquisas sobre alquimia. E é pesquisando para mais uma publicação que Diana encontra, por acidente, um antigo manuscrito (o Ashmole 782) cujo teor ela logo identifica como enfeitiçado. Temendo a magia contida nele, a moça o devolve à biblioteca, sem saber que quebrou o feitiço que há muitos anos o mantinha escondido. Por esta razão, Diana logo se vê perseguida por várias criaturas: vampiros, bruxas e demônios estão a sua caça, imaginando que ela pode resgatar novamente aquele precioso manuscrito.

É assim que ela conhece Matthew Clairmont, um poderoso vampiro que também quer o manuscrito, mas logo descobre que deseja bem mais a segurança daquela bela bruxa. Assim, eles viverão muitas aventuras a procura de respostas. Afinal, porque o Ashmole 782 é tão importante? O que realmente aconteceu com os pais de Diana? Porque ela detesta tanto a magia?

Você deve ter pensado que o roteiro parece clichê, mas acreditem no que eu digo, clichê é o que menos há neste livro. Eu amei cada página desta obra, babei na história e me confortei quando soube que era uma trilogia, porque não queria parar de ler sobre esse novo mundo criado por Deborah Harkness tão cedo!

A única crítica que eu faço não tem nada a ver com o enredo nem com a escrita da autora, mas sim com a Editora Rocco. Não é segredo para ninguém que a Rocco vende seus livros como se fossem feitos de ouro. Em minha opinião, eles acham que no Brasil quem tem o hábito de leitura é muito rico e pode pagar R$ 50,00 ou R$ 60,00 por um livro. Alôoooou, não é bem assim!!! Mas eu não sou de ficar chorando pelo preço se o livro é bom (vide série Outlander), só que existem certos cuidados indispensáveis na hora de publicar uma obra pela qual você irá cobrar os olhos da cara. Uma delas é revisar muito bem o livro!

Falta de palavras, palavras com grafia errada ou erros de concordância não são aceitáveis. Apesar de não serem muitos, me incomodaram. Outra coisa que eu achei o fim foi o tamanho da letra. Sério, não tenho problemas de visão meus olhos vão muito bem, obrigada, mas estou com medo de ficar míope após essa leitura. Sinceramente, demorei uns dois dias a mais para ler por causa da letra, que tornou a obra muito cansativa! Uma história desse porte merecia coisa melhor!!! Eu sei que o livro já é grande com essa letra miúda, mas já que iam cobrar caro, que cobrassem R$ 10,00 a mais e colocassem uma fonte mais agradável aos olhos.

É chato ficar se lamuriando, eu sei. E este livro nem merecia ter dois parágrafos negativos tão grandes associado a ele. O porém é que esta editora é uma das poucas que raramente ou nunca leva em consideração a opinião de seus leitores, cobra fortunas pelos títulos publicados, não faz promoções quase nunca e me sinto explorada pelos preços abusivos deles levando para casa uma obra que poderia ser bem melhor. Sim, estou desabafando (isso levando em consideração o nome ridículo que eles colocaram no último livro de Jogos Vorazes e que se recusam a mudar)!

Mas chega de falar de coisas ruins, porque mesmo com tudo isso que escrevi, EU TOTALMENTE RECOMENDO “A DESCOBERTA DAS BRUXAS”! Vale a pena pagar caro, se estressar com o tamanho da letra e etc. só para poder mergulhar neste mundo mágico criado por Deborah Harkness. 😀 Como eu já disse momento redundância este foi um dos melhores livros do ano e deixo o lembrete: corram para as livrarias, não percam tempo: leiam, leiam, leiam!!! Cariocas e demais pessoas que vão na bienal, aproveitem para autografar o livro com a autora seus sortudos!

Avaliação (de 1 a 5):

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Cristopher Paolini – Eragon

Este livro é um infanto-juvenil bem conhecido entre os amantes do gênero. Eragon é o primeiro livro do Ciclo da Herança (originalmente Trilogia da Herança, só que o autor resolveu se estender, pra variar) que tem mais dois livros lançados aqui no Brasil (Eldest e Brisingr) e um último volume, Inheritance, que tem previsão de lançamento para novembro nos EUA.

Como já fica meio óbvio pela capa, o livro traz o tema dragões! A trama narra a estória de Eragon, um garoto que mora na Alagaësia e vê um mundo de aventuras e fantasia se abrir para ele depois de encontrar uma misteriosa pedra azul.

Aquela não era uma pedra qualquer, muitos morreram para protegê-la, mas pelas mãos do destino ela acabou ficando com o menino. Eu realmente não quero contar qual o mistério da pedra, mesmo sabendo que é fundamental para a descrição do livro e também que vocês poderão achar a informação em qualquer lugar. Mesmo assim, direi apenas que a pedra fará Eragon viver muitas aventuras, conhecer muitas pessoas interessantes e lidar com situações nunca sonhadas por ele antes.

É extremamente difícil fazer uma resenha para este livro sem soltar spoilers (coisa que detesto), então vou me ater ao mundo que o autor criou para a obra. É um mundo mágico, onde existem fadas, dragões e muitas outras criaturas, onde os nobres cavaleiros de dragões um dia habitaram e de que um traidor entre eles se apossou e se intitulou rei. Esse rei ainda vive, embora encontre resistência em vários povos, rebeldes que se refugiam em lugares inóspitos e de difícil acesso.

Eragon não fazia ideia de como seu mundo poderia mudar, mas é forçado a abandonar sua família para ir em busca do seu destino, que é muito mais importante e incerto do que ele jamais sonhou.

Falando um pouco sobre a narrativa, achei a trama de Paolini muito devagar em certos pontos, cheia de parágrafos explicativos desnecessários e, sob certos aspectos, bem pouco criativos. Aliás, a trama não é o que eu poderia chamar de criativa.

Apesar de tudo isso, fiquei curiosa com o desenrolar da estória, que acaba em um ponto crucial e nos leva a desejar o próximo volume com certa ansiedade. Eu já tenho Eldest aqui em casa e pretendo ler em breve, pelas resenhas que já vi, parece ser melhor que o primeiro.

Não é uma obra perfeita, mas um bom passatempo para os amantes da literatura fantástica. Apesar de querer mudar certas coisas nele, é um livro que vale a pena ser conhecido!

Avaliação (de 1 a 5):

Raphael Draccon – Dragões do Éter: Caçadores de Bruxas

Este livro é um épico. Recheada com uma narrativa rica, bela e criativa, esta obra nos surpreende pelo misto de complexidade e simplicidade que o autor conseguiu colocar em uma mesma trama. Pense nos contos de fada, nossos velhos conhecidos de infância. Agora pare e reflita sobre essas estórias, seus personagens e tente pensar em como eles chegaram até o lugar onde a sua fábula se desenrola. Quem eles são, como vivem? Estas perguntas, segundo o próprio autor, foram o que o levou a construção do mundo mágico chamado Nova Ether.

É com muito prazer que hoje resenho uma obra nacional grandiosa, que merece ser lida e conhecida por todo o leitor que deseja um livro diferente, emocionante, empolgante, com uma narrativa única, singular e que transmite todo o tempo que Raphael Draccon deve ter passado em aulas de escrita criativa.

Já aviso de início, leia sem preconceitos, com a mente aberta a uma nova forma de ler estórias, porque a forma com que o autor descreve a sua trama é totalmente diferente de tudo que eu já havia lido. Confesso que o início me deixou preocupada. Ele é mais lento e vagaroso, uma parte introdutória a real história que se desenrolará ao longo das páginas. Mas vamos a história.

E um. E dois.

E três.

Ariane Narin é uma jovem que teve uma trágica experiência quando criança. Ela viu sua avó ser devorada por um lobo e foi salva por um caçador. Até hoje o povo de Nova Ether a conhece pela cor do chapéu que ela usava no dia do incidente. João e Maria Hanson são dois irmãos que também tiveram um acontecimento terrível em sua infância, uma bruxa lhes trancou em uma casa de doces e quase os matou.

O que tem em comum estas duas histórias, além de crianças que tiveram más experiências? Isso é o que Primo Branford, rei de Arzallum, deveria ter averiguado com mais cuidado. Prestando atenção nestes fatos isolados, que ocorreram após a grande Caçada das Bruxas promovida por ele para a salvação do reino, ele teria evitado o que ocorreu na época em que lemos esta estória. Mas dando uma de narrador que dá opinião, se ele tivesse feito isso, eu não poderia estar escrevendo esta resenha porque não haveria livro para que eu lesse!

E o que é que ocorreem Nova Etherna época deste conto? Isso você só vai descobrir lendo este livro maravilhoso, repleto de encanto e magia. Nele tudo pode acontecer, príncipes se encantam com plebeias, anões e trolls propõe tréguas pelo bem maior, piratas se unem a bruxas e Reis descobrem que não são tão inatingíveis, nem O Maior de Todos os Reis. Mas estes são fatos que devemos ler para compreender.

Não sei bem como explicar sobre o que exatamente se trata a história, pois ela se trata de muitas coisas ao mesmo tempo. O autor enlaça vários pequenos trechos que começam a fazer sentido apenas depois de algum tempo e te deixam na maior expectativa pelo desfecho. Isso torna a leitura instigante e me via durante o dia, no trabalho, remoendo os acontecimentos e ansiando a hora de retomar a estória para descobrir o desfecho de determinada situação!

A capa é linda e eu adorei o acabamento do livro, minha única ressalva é que no final do livro haviam várias páginas repetidas misturadas com as outras, o que tornou a compreensão de um dos capítulos bem difícil. Mas apesar disto, eu amei esta leitura e recomendo a todos. Parabéns à Raphael Draccon por ser um ótimo escritor, que faz sucesso mesmo em um país onde seus autores são muito pouco reconhecidos e tem pouco incentivo. No mais, leiam e me contem se gostaram ou não! Eu sei é que estou com grandes expectativas para Corações de Neve (segundo volume da trilogia), que segundo resenhas no Skoob, é melhor ainda que o primeiro!

Avaliação (de 1 a 5):