Federico Moccia – Desculpa, Quero me Casar Contigo

O post de hoje fala sobre a sequência de Desculpa se te chamo de amor, um romance lindíssimo do italiano Federico Moccia. Se você perdeu a resenha do primeiro volume, confira aqui.

ATENÇÃO, ESTE POST PODE CONTER SPOILERS PARA QUEM AINDA NÃO LEU O VOLUME ANTERIOR!!!

Neste segundo volume Nikki e Alex estão de volta do farol, unidos e dispostos a seguir uma vida juntos. Porém, se adaptar novamente ao dia a dia, família, amigos, trabalho e estudos não vai ser fácil. Alex voltou ao escritório e Nikki começou a faculdade. Só que em meio à desgraça dos casamentos de seus amigos, Alex está cada vez mais paranóico e ciumento.

Por causa disso, ele resolve não esperar mais e garantir que Nikki seja somente sua para o resto da vida. Para isso, ele bola um plano lindo, mágico e de tirar o fôlego (impossível uma garota não sentir inveja ao ler), para pedir a mão da jovem em casamento.

Enquanto isso, Nikki conhece pessoas novas e diferentes, e sente que talvez as coisas estejam indo rápido demais. Porém, ao ser pedida em casamento de forma tão linda, ela aceita sem pensar duas vezes, o que pode trazer grande sofrimento aos dois no futuro.

Em meio aos preparativos para o casamento, Nikki se vê forçada a conviver com as irmãs insuportáveis de Alex, quase não o encontra mais e deixa suas amigas, as Ondas que tanto precisam dela, de lado. Já o noivo está encantado com a nova secretária, ex-modelo e belíssima, que o chefe joga para cima dele sempre que tem oportunidade!

É claro que neste cenário é improvável que saia um casamento feliz! Sendo assim, neste livro derramaremos muitas lágrimas, odiaremos e amaremos os personagens e admiraremos a beleza com que o autor conseguiu descrever a imperfeição e a incerteza que permeiam o amor.

A beleza da trama, na minha opinião, está em conseguirmos ver que sempre temos escolha, mesmo que isso não seja bom para nós. A questão da infidelidade também foi otimamente colocada, adorei o destino que Moccia deu para os casais secundários. As Ondas, mais uma vez, roubaram a cena, mas nesta obra isso não me incomodou tanto. Até gostei de ler mais sobre os dramas de cada uma!

O estilo de narrativa continua o mesmo, então dou o mesmo aviso que em Desculpa se te chamo de amor: se você não gosta de enredos com frases curtas, que trazem uma dificuldade maior no início da leitura, talvez não vá gostar desta obra. No mais, recomendo a todas as românticas incuráveis, que querem se divertir com uma história original e emocionante. 🙂

Avaliação (de1 a5):

Federico Moccia – Desculpa se te chamo de amor

Esta obra, escrita pelo italiano Federico Moccia, é extremamente romântica. Um livro feito para suspirarmos e nos inspirarmos na fé no amor.

Nikki é uma adolescente que ama a vida e a curte com intensidade e paixão. Seu jeito é espevitado, extrovertido, até meio louco. Junto com suas amigas, as Ondas Olly, Diletta e Erica, ela vive loucas aventuras pelas ruas italianas.

Alex é um publicitário bem sucedido, chegando aos 40 anos com muita beleza, charme e elegância. Ele está noivo de Elena, uma mulher elegante, bonita e sofisticada. Os dois formam um casal convencional, bem sucedido e aparentemente apaixonado.

Só que Alex não esperava um dia chegar em casa e encontrar de Elena apenas uma carta de despedida e nada mais. Ele sofre, ele chora. Nem mesmo os fiéis escudeiros, amigos do peito Pietro, Enrico e Flávio conseguem animá-lo depois de tal decepção.

É neste quadro que os dois se encontram, através de um acidente de trânsito sem maiores conseqüências envolvendo a moto de Nikki e o carro importado de Alex.

Ela persegue o coitado, inferniza a vida dele, dá uma de oportunista e assim surge uma paixão. Mas o que fazer para superar uma diferença de idade tão grande? O preconceito é muito alto contra casais assim tão diferentes. Juntos eles terão de lutar contra isso e contra seus próprios medos.

Eu adorei o livro, apesar de ter estranhado muito a narrativa do autor no início da leitura. As frases são bem curtinhas, às vezes de uma palavra só. Isso torna a narração rápida, mas também me confundiu ou arrastou certos trechos. O jeito italiano de escrever é bem peculiar, mas não desagradável, apenas diferente.

Este é um romance lindo, de decepção e superação. As histórias paralelas são interessantes, porém às vezes eu não queria lê-las só para ter mais de Alex e Nikki.

Já li esta obra faz um tempo (ganhei da minha querida mamãe ano passado), mas resolvi resenhar agora porque li esta semana a sequência da série, “Desculpa, quero me casar contigo” que eu vou postar em breve. Esta obra tem uma adaptação para o cinema, chamada Lição de Amor que é muito boa, eu pelo menos adorei! Assistam!!!

Avaliação (de1 a 5):

Marlena Di Blasi – Mil Dias em Veneza

Mil dias em Veneza é um dos raros exemplos de livros não ficção que eu leio. O romance conta a história da autora Marlena Di Blasi, que viveu mais de mil dias nesta cidade que é a mais romântica e encantadora da Itália.

Confesso que eu morro de curiosidade para conhecer Veneza, porque eu amo a água e deve ser o máximo se locomover exclusivamente navegando! O livro trás ótimas indicações de lugares para se visitar e descrições detalhadas do povo e cultura veneziana. Porém, é justamente isso que me frustrou tanto no livro! Na capa existe uma citação de que a obra é um lindo romance. Mas o que eu pude perceber é que o romance lindo só pode ser da autora com a cidade, e não com Fernando, o veneziano que ela lá encontrou. Para melhor explicar minhas angústias em relação ao livro tenho que explicar melhor a história de Marlena.

Ela é uma renomada chef e crítica culinária e, por isso, sempre viajava muito à Itália. Porém, tomava o cuidado de se manter afastada de Veneza. A pesar do que todos diziam sobre como a cidade era encantadora e ela iria se apaixonar, ela relutava bravamente em conhecer o local. Talvez porque não quisesse se apaixonar pela cidade, talvez por achar que era muito clichê ser mais uma romântica assumida a cair de amores por Veneza. O fato é que, por causa de sua profissão, em uma de suas viagens ela não teve mais como adiar e, ao botar os pés na cidade, imediatamente foi fisgada por sua beleza e simplicidade.

Desde então, todos os anos ela fazia uma viagem até a Itália e nunca deixava de conferir aquele belo lugar. E foi assim que, tomando um café com seus amigos ela conheceu um veneziano tímido e lindo que disse ter se apaixonado a primeira vista por ela em sua viagem passada e que agora que a tinha reencontrado não mais a deixaria partir.

Tenho que confessar que a história é muito romântica e é lindo saber que foi real. Porém o livro é muito maçante, com parágrafos intermináveis que eu senti como se não levassem a lugar algum. Somos apresentados a toda esta história logo no começo e, no decorrer da trama conhecemos as dificuldades de comunicação, a viagem definitiva de Marlena para a Itália e o cotidiano dos dois. Mas parecia que o livro não avançava em direção alguma e terminei com a sensação de ter sido uma leitura que não me trouxe quase nada de útil além de uma história bonita, receitas que eu sei que nunca farei por conterem ingredientes que nunca ouvi falar e descrições de uma bela cidade.

Para alguns, isso já é o suficiente em um livro. Mas, para mim, foi interessante perceber o quanto eu aprendo mais, me interesso mais e aproveito mais uma estória sobrenatural ou um romance de mulherzinha do que uma obra baseada em fatos reais.

Aliás, aproveito aqui para expressar a minha indignação com as pessoas que menosprezam este tipo de leitura e a consideram inferior. Não tem algo que me irrita mais do que ignorarem ou desconsiderarem o fato de eu estar lendo só porque não é algum livro de Tolstoi ou Dostoievski. Porém, é engraçado perceber quantas coisas eu aprendo sobre tudo, sobre cultura, política, ciência e vários outros temas apenas lendo livros que são considerados modinhas ou incultos. Várias vezes já fui questionada sobre diversos temas complexos ou diferentes que soube responder com perfeição e fui indagada sobre como sabia. E geralmente é porque de alguma forma, algum livro que eu li me ensinou sobre isso.

Por isso, vale sempre ressaltar que qualquer forma de leitura é válida, que ler é o melhor dos exercícios mentais, te acrescenta muito mais vocabulário, facilidade em se expressar e se comunicar, te abre portas para todos os lugares do mundo e que tudo é possível quando se está viajando em uma boa leitura.

E, voltando a falar de Mil dias em Veneza, recomendo esta obra para um público mais maduro, que irá entender melhor as situações que a autora viveu e suas dificuldades no amor. No mais, fica a dica de não confiar sempre em tudo que está escrito nas capas, abas e contra-capas dos livros!!!

Avaliação (de 1 a 5):