Curtis Jobling – Wereworld: A Origem do Lobo

Este é um daqueles livros que promete aventuras épicas, romance, mistério, intrigas e, logicamente, sobrenatural. Wereworld é um livro fantástico, que mistura um universo mutante com um universo histórico, quase feudal, onde o monarca e a nobreza são todos Werelords. O reino é dividido em diversos “distritos” que são de propriedade destes seres, meio humanos meio animais, mutantes por natureza.

Os Werelords tem a capacidade de se transformarem animais. E cada família possui o seu próprio animal: existem os Werelions, Weresharks, Werefox e os lendários Werewolfs.

Há muitos anos atrás, o rei lobo era quem comandava aquele lugar, mas traído pelos amigos e sabotado pelo temido clã dos Werelions, ele acabou morto e sua família, destruída.

É neste contexto que conhecemos a história de Drew Ferran, que entrou de gaiato nessa história e no navio: um simples camponês, que vive com os pais e um irmão. Ele sempre teve uma ligação especial com a floresta e os animais, mas nunca sonhou que isso um dia significaria sangue, morte e sofrimento em sua vida. Em uma noite chuvosa uma terível criatura ataca sua casa e mata a mãe dele. Atiçado com a adrenalina da situação, ele percebe que esta se transformando em uma fera, mas consegue parar a transição no meio.

Graças a uma terrível confusão ele é obrigado a fugir de casa e se esconder na mata, onde vive como um ermitão, até ser capturado por dois viajantes, no mínimo estranhos. Até então, Drew desconhecia a existência dos Werelords, mas logo ele é reconhecido como um deles.

Pior do que isso, ele acaba descobrindo que é filho do grande Rei Lobo, o último que restou do clã Werewolf. Por causa disso, o trono usurpado pelo Werelion é seu por direito, e o povo que sofre com as injustiças deste tirano clama pelo Lobo para assumir o trono e leva-los de volta a um reino justo e pacífico.

A jornada deste jovem não será fácil pois o Rei quer vê-lo morto a qualquer custo e embarca numa perseguição voraz contra o garoto. Fugindo e descobrindo novos aliados, Drew vai conhecendo mais sobre a história de seu povo e de sua família, que foi arrancada tão cedo dele. Sua mãe e pai na verdade eram adotivos e ele descobre não saber nada sobre seus pais biológicos.

A trama de Curtis Jobling é bem complexa e envolvente, me deixou ligada da primeira à última página. Gostei bastante da história e pretendo acompanhar os próximos volumes, que pelo que pude apurar do desfecho, devem ser muito bons!

Porém, a revisão do livro deixou um pouco a desejar e a narração foi muito lenta certas vezes. Como temos muitos personagens, cenários e conflitos para assimilar, houveram momentos em que não conseguia definir o que estava acontecendo. Isso tirou o brilho da obra, que poderia ter sido magnífica, mas não passou de um muito bom.

Essa capa é interessente por que reflete bem o livro, mas acho que a escolha de cores e a arte poderiam ser melhor desenvolvidas. Uma coisa que adorei foi o efeito espelhado, que acho lindo em capas de livro.

Este é o início de mais uma saga de YA books que promete.  Recomendo para quem curte o gênero!

Avaliação (de 1 a 5):

Andrea Cremer – Sob a Luz da Lua

Oi gente! Mais uma resenha aqui no blog de um livro suuper recomendado por mim! Confesso que esse foi meu queridinho da semana passada, e ainda não li nenhum que conseguiu ultrapassa-lo nas minhas preferências! Isso me faz lembrar de como estou atrasada com as resenhas. No momento, leio muito mais que escrevo e o resultado são mais de seis resenhas que preciso escrever ainda! Mas hoje o assunto é Sob a Luz da Lua, e é sobre ele que falo agora…

Confesso que amo lobos, os considero animais fantásticos e fofinhos. A única exceção atende pelo nome de Jacob Black! Minha série favorita sobre o tema sempre foi Calafrio, de Maggie Stiefvater que eu já resenhei aqui no blog. Mas Andrea Cremer chegou com tudo na briga pelo meu favoritismo. Isso porque sua trama de lobos me conquistou logo de cara.

Mesmo detestando todas aquelas partes maçantes na história de Meyer sobre a alcatéia, lendas e tradições políticas dos lobos que eu sempre pulava, confesso, tenho que admitir que me fizeram entender um bocado sobre hierarquia e modo de vida das alcatéias. E isso é fundamental para acompanharmos a narrativa deste novo YA, que inicia a série Nightshade.

Calla Thor é uma garota que não sonha com o príncipe encantado, não está apaixonada pelo melhor amigo e não planeja um grande amor no futuro. Só por esse começo já da pra perceber que a vida desta jovem de 17 anos não é nem de perto parecidas com a das demais.

Ela é linda e é poderosa, ela é uma alfa. Filha dos alfas do clã Nightshade, sua união com o filho dos alfas do clã Bane inimigo natural foi programada desde seu nascimento, para que os dois formassem uma nova matilha. Ela sabe que terá de se unir a Ren, mas não sabe muito bem como se sente em relação a isso. Na verdade, ela não sente nada em relação a isso, até que a chegada de um misterioso humano salvo da morte por ela muda tudo em que Calla sempre acreditou.

A sociedade e trama política organizadas pela autora são extremamente complexas e, em certos momentos, bem confusas. Ela omite várias informações no início do livro e vai soltando-as aos poucos. Porém, isso as vezes dificulta o entendimento da história. Logo no início, além da fascinação pelso personagens e cenários, eu só ficava pensando, mas quem são os Inquisidores e os Defensores, e porque diabos os Guardiões existem?  Sim, fiquei confusa. Mas as quase 500 páginas do livro te trazem muitas respostas, e também ainda mais questionamentos, claro gente, é uma série, precisa ter mais mistérios para os próximos volumes. Este foi o único ponto negativo que pude apontar na obra, e mesmo assim não ofuscou o brilho da narrativa original e criativa de Cremer.

Eu amei o livro, babei na capa e na edição e estou desesperada pelo próximo volume. A sequência promete ser eletrizante depois daquele final. O que foi aquele final meu Deus! Andrea, sua safadinha, você quer nos matar do coração! Assim os pobres leitores não aguentam.

Enfim, eu recomendo muito a leitura, que vale a pena com certeza! Se você gosta de YA sobrenatural, não tem erro, é só sentar, ler e se deliciar!

Avaliação (de 1 a 5):

Lili St. Crow – Traições

Traições, de Lili St. Crow é o segundo volume da série Strange Angels. Se você ainda não leu a resenha do primeiro livro que eu escrevi aqui no blog, não perca tempo!

No volume anterior conhecemos Dru Anderson, uma garota durona que passa por poucas e boas vivendo no Mundo Real, onde os monstros de nossos piores pesadelos são reais. Ela já perdeu a mãe, a avó e o pai. Mas depois de enfrentar diversos perigos ela encontra em Graves e Christophe a ajuda de que precisa.

O livro começa exatamente onde parou o primeiro. Dru chega à Schola onde Christophe a levou para ficar sã e salva. (Super idêntico ao livro Tormenta, se me permitem dizer)… Ali ela vai conhecer outros djamphir e garotos lobisomens.

Dru acaba de descobrir que é uma svetocha, meio-vampira, e que seu sangue é muito perigoso, principalmente agora que ela está prestes a desabrochar. Por isso os chupa-sangues (como a autora chama os vampiros) estão atrás dela o tempo todo. A garota ainda tem de lidar com o medo de um novo encontro com Serjeg, o chupa-sangue que matou sua mãe e transformou seu pai em zumbi.

Bem, o que posso dizer sobre o livro?! No meu ver, 300 páginas se passaram e nada demais aconteceu. A tão falada traição que dá nome ao livro ainda não está bem declarada para mim e a tradução continua deixando a desejar. Se você já leu a resenha do primeiro livro sabe o quanto eu fiquei chateada com a quantidade de expressões esdrúxulas e uso do “cê” como pronome. Felizmente eles aboliram o “cê” deste livro, porém expressões como pelamordedeus e meudeusdocéu escritas exatamente desta forma e repetidas vezes (quando digo repetidas quero dizer repetidas meeeeeeesmo) quase me levaram à loucura.

O uso da narração em primeira pessoa continua atrapalhando muito o desenvolvimento da leitura porque, convenhamos, a cada fala de um personagem temos de ler três parágrafos de pensamentos de Dru antes de saber a resposta para o diálogo. E depois de certo tempo os pensamentos da garota ficam chatos! Além do uso constante de palavrões por todo mundo, isso me deixou mega irritada. Não estou acostumada com este tipo de literatura tão pesada. Faz parecer que todos os adolescentes do mundo tem a boca suja e não conseguem dizer uma frase sem a palavra porra.

O que continua salvando Lili St. Crowd é a qualidade de sua trama. O enredo e a estória em si são muito bons. A série tem tudo para dar certo. Com um pouco mais de esforço da editora na tradução e se a autora passasse a nos apresentar a visão de outros personagens o livro seria perfeito.

Eu recomendo esta série por ser tão diferente de tudo que já lemos, tem muito potencial. A editora poderia ter mantido o título original, como fez no primeiro volume. Assim como na série Fallen, de Lauren Kate, ficou muito esquisito o primeiro volume em inglês e o segundo traduzido. Mas enfim, eu até daria 4 estrelas, mas o final não me animou tanto. Eu espero que o próximo volume seja melhor desenvolvido pela autora e estou ansiosa por Jealousy e Defiance.

Avaliação (de 1 a 5):

Sarah Blakley-Cartwright e David Leslie – A Garota da Capa Vermelha

Confesso que me decepcionou! Sim caros leitores, estou triste com este livro.

Estava super empolgada para ler A Garota da Capa Vermelha e agora que li tudo que consigo pensar é que para saber o final da história terei de assistir o filme. Mas vamos por partes.

O livro conta a estória de Valerie, que mora num vilarejo assombrado por um Lobo. Todo mês eles têm de oferecer um sacrifício animal para que o lobo não persiga os cidadãos. Mas tudo muda quando ele mata a irmã de Valerie, trazendo consternação e o próprio MAL encarnado para a aldeia.

No meio disso tudo logicamente há um romance que achei lindo, Peter me conquistou totalmente. Ele é fofo e misterioso do jeito certo, além de ter um passado com Valerie.

Agora, não posso falar sobre o meu maior desagrado sem dar spoiler, mas adianto que se você deseja saber quem é o lobo (o maior mistério e ponto central da trama) não adianta ler o livro, porque pelo que pude apurar na internet só descobrirmos no filme. Isto mesmo, não há um final. Valerie até escolhe um ruma para sua vida, MAS E O LOBO? Passei o livro todo angustiada para saber quem era ele e no final, nada! Foi meio chocante para mim.

Além disso, senti que a narrativa ficou muito arrastada, tinha partes onde eu só queria pular os parágrafos, pois sabia que não haveria nada de muito interessante neles. A autora merece crédito por conseguir imprimir na leitura tanto suspense, o livro é carregado dele. Mas como eu disse antes não adianta nada disso sem saber o segredo de tanto suspense, que faltou no final.

Este livro é uma rara exceção, foi escrito baseado em um filme e não o contrário. Pelo que pude entender, o lançamento do livro foi feito antes propositalmente, para que quem já tivesse lido ficasse curioso e fosse também assistir o filme.

Enfim, não recomendo que comprem o livro, pois vale mais a pena esperar o lançamento do filme e ficar sabendo logo a versão completa da trama. (Sem contar que é mais barato também)!

Avaliação (de 1 a 5):

Maggie Stiefvater – Calafrio

Que livro lindo, perfeito, romântico, fofo e tudo de bom. Fazia tempo que não lia algo com uma história tão marcante, simples e encantadora. Hoje faço a resenha do primeiro livro de uma das minhas séries favoritas (Os lobos de Mercy Falls), Calafrio de Maggie Stiefvater.

O livro já começa ótimo pelas impressões que tirei da capa. Antes de lê-lo confesso que ele sempre aparecia para mim como indicado na página da minha cesta de compras da Saraiva mas eu nunca dava muita bola para aquela capa esquisita (e olha que em miniatura ela fica muito esquisita mesmo). Mas como ela sempre estava lá e eles colocam aqueles livros baseados no estilo literário que você compra, ficava sempre curiosa. Um dia fazendo minha visita semanal à biblioteca da minha faculdade (que por sinal é muito bem abastecida e segundo diz a propaganda uma das maiores da América Latina) vi o livro no expositor da seção de literatura estrangeira. Não acreditei na minha sorte, era o destino conspirando a favor do livro! Peguei-o na mão e vi que a capa tinha um lindo lobo desenhado no canto e li que os fãs da série Crepúsculo iriam amar o livro. Claro que o levei para casa (junto com mais uns cinco livros) e o devorei em um dia! Depois de ler entendo que a capa quis passar a ideia central de toda a trama, frio, MUITO FRIO.

Grace é uma adolescente que foi mordida por lobos quando criança, mas foi salva por um misterioso lobo com quem ela manteve uma espécie de ligação. Durante o inverno ela fica na varanda olhando para aquele lobo e sente que ele a observa e a reconhece. Ao longo da trama vamos descobrindo que Sam (também conhecido como o lobo salvador misterioso) é um lobisomem. Mas esqueça aquela história de lua cheia, a transformação se dá através da temperatura. E é aí que entra o frio, na cidade de Mercy Falls faz muito frio. E é com ele que Sam vira lobo. Mas com a chegada do verão ele volta a sua forma humana e se aproxima de Grace.

A partir daí muita água vai rolar por debaixo da ponte, muita coisa acontece e altera o futuro dos dois, mas posso dizer que o mais lindo e profundo do livro é o amor entre eles. A narrativa é alternada entre Grace e Sam e isso nos mostra tudo pela perspectiva dos dois, tenho que dizer que amei isso nessa obra, ficou perfeito!

Sou suspeita pra falar porque sou muito fã da série, mas acho que ela devia ser bem mais conhecida e que todos deveriam lê-la! Já li o segundo livro da série, Espera, que foi lançado há pouco tempo (em breve teremos a resenha aqui) e só aumentou minha paixão pela história de Grace e Sam! Este está muito mais do que recomendado, leiam e se apaixonem!

Avaliação (de 1 a 5):