Kami Garcia e Margaret Stohl – Dezessete Luas

Olá pessoal! Hoje venho falar do segundo volume da série Beatiful Creatures, publicada aqui no Brasil pela querida editora Galera Record. Essa é mais uma série YA book, de temática sobrenatural envolvente e criativa. Por algum motivo, que eu não faço ideia de qual seja, não resenhei o primeiro livro, chamado Dezesseis Luas, aqui no blog. Portanto, antes de falar de Dezessete Luas, alguns comentários necessários sobre o primeiro título da série (podem ficar tranquilos que não pretendo dar spoiler de nenhum dos dois livros):

Dezesseis Luas é narrado por Ethan Carter Wate, que conta sua história na pequena cidade de Gatlin. Lá ele conhece Lena, uma garota muito diferente das demais e que logo atrai sua atenção.  Porém, tudo que ele não esperava ao se aproximar dela era descobrir um novo mundo, cheio de magia, ação e muitos perigos. O livro é bem extenso e conta com uma temática interessante. Apesar disso, não consegui amar a obra, que levou 4 estrelas na minha avaliação.

Partindo para Dezessete Luas, o livro continua sendo narrado pelo personagem masculino, fato que é muito bem vindo em meio a um mar de publicações onde a protagonista e narradora é uma garota (no pior dos casos, uma garota sonsa)! Nesta sequência, que se inicia exatamente onde o outro livro parou, vemos o quanto os acontecimentos do desfecho de Dezesseis Luas afetaram Lena. Para tentar ajudá-la, Ethan vai atrás de mais informações sobre o mundo da menina. Assim ele acaba descobrindo que tem muito mais a ver com este mundo do que imaginava e que pode fazer toda a diferença no futuro de sua amada.

As autoras inseriram novos personagens carismáticos e detalharam muito bem as mudanças de Lena nesta nova fase de sua vida. Gostei muito do modo com Ethan não se deixava abater pelas dificuldades e estava sempre batalhando por Lena, mesmo quando ela, claramente, não desejava isso.

A parte sobrenatural da história ganha ainda mais força nesta sequência, onde descobrimos mais sobre os poderes, a magia e todo o universo fantástico criado na série. Kami Garcia e Margaret Stohl não poupam na criação de uma mitologia totalmente nova.

Na verdade, esse é o ponto que não me agrada na história. Assim como na série Os Instrumentos mortais de Cassandra Clare, em Beatiful Creatures eu ainda vejo embromação e informação demais. Os dois livros são extensos para pouco desenvolvimento da trama. É aquela caso clássico de falar, falar e não dizer nada.

O livro tem tudo para cativar, é bem escrito, tem uma boa história e bons personagens, mas minha opinião pessoal continua sendo de que falta relevância na maioria do que é descrito pelas autoras.

Não se enganem, eu gostei muito do livro e ele continua levando 4 estrelas, assim como o antecessor. Espero, sinceramente, que essa série tenho o mesmo desfecho da de Cassandra Clare, onde o terceiro livro me surpreendeu e me fez amar o conjunto da obra!

Se você procura algo diferente em meio ao mar de publicações do gênero, recomendo totalmente Beautiful Creatures. As edições são belíssimas (capas divas, embora tenha faltado o efeito brilhante na de Dezessete Luas) e a história tem tudo para conquistar.

Avaliação (de 1 a 5):

Michael Grant – Gone: O Mundo Termina Aqui

Wow, livro pesado à vista! Atenção, se você não tem estômago forte e não aguenta cenas tensas, esquece, não precisa nem ler a resenha porque esse livro não é para você!!!

Gone retrata um mundo quase apocalíptico onde todos com mais de quinze anos fazem puf em um belo dia e desaparecem! Do nada você está na sala de aula ouvindo a lenga-lenga do professor, e no outro ele desaparece no ar, faz puf e some!

Essa é a realidade dos habitantes de Praia Perdida, que agora se vêem sozinhos, tendo que cuidar das crianças mais novas e tentar sobreviver ao caos que se instala. Sam, Astrid e Link são colegas que se unem para, num primeiro momento, achar o irmão da garota que é autista e está desaparecido. O Pequeno Pete é uma criança que não pode ficar sozinha por muito tempo e eles resolvem sair à caça do garoto.

Graças a essa busca eles descobrem que existe uma barreia cercando uma extensão de 32km em volta da Usina Nuclear de Praia Perdida e que a cidade está isolada por causa desta barreira. Com isso, os valentões do colégio, além de darem o nome LGAR à esta área onde estão presos, também se sentem no direito de tomar conta do pedaço.

Mas se vocês estão achando que isso significa que o livro é infanto-juvenil, estão muito enganados. O autor trabalha muito as reações psicológicas pelas quais os humanos mesmo que ainda crianças passam ao enfrentar uma situação de extrema dificuldade. Surgem os violentos, a tortura e a morte.

Isso até ficou meio irreal na trama, porque é difícil visualizar crianças de 12 ou 13 anos tão cruéis, assassinando a sangue frio e ainda fazendo coisas bem piores. Michael Grant não poupa descrições sangrentas de acidentes, detalhes que você nem imaginava que poderiam existir e que, definitivamente, não precisa saber.

O livro é muito bom na medida que trás um tema novo, no estilo Lost, onde os personagens devem procurar pistas e sempre vão surgindo mistérios a ser desvendados. Além disso, como citei antes, o trabalho psicológico que podemos ver na trama é surpreendente, eu ficava me perguntando toda hora: como seria se isso acontecesse comigo? Como seriam as reações dos outros, será que ficariam assim?

Algumas respostas são dadas ao longo das mais de 500 páginas e outras só teremos na continuação: Fome. Mas garanto que o final é bastante satisfatório. Digo satisfatório no sentido de respostas, mas não no sentido de concordância com o resto do livro. Achei muito besta da parte de Sam deixar as coisas como ficaram. Realmente é forçar a barra dar o final que o autor deu, e só por isso o livro perdeu uma estrela.

Mesmo assim, recomendo o livro: é uma ótima dica de YA book. Porém, só leia se realmente tiver entendido o que eu disse no primeiro parágrafo: o livro não é pra qualquer um!

Sobre a série: Gone já possui quatro livros lançados no exterior e mais dois a caminho. No Brasil, temos apenas Fome, o segundo volume, lançado. Os próximos serão Lies e Plague. Fear, o quinto livro, tem lançamento previsto para abril deste ano nos EUA e o título provisório do sexto livro é Light.

Avaliação (de 1 a 5):

Tera Lynn Childs – No Fundo do Amor

Um livro muito fofo, a começar pela capa! Falando sério, é ou não é a coisa mais linda do mundo? Em todo lugar que eu fui com este livro via as pessoas admirando, é inegável que a capa de No fundo do amor é divina *-*

Sobre a edição da iD, sem comentários para o interior, abas, revisão e graficação impecáveis. A única ressalva que faço é com relação ao nome. No fundo do amor? WTF o.O Não tem nada a ver com o original Forgive My Fins (que seria traduzido como algo do tipo Perdoe Minhas Barbatanas).

Mas, mesmo assim, não posso tirar o mérito de trazerem esta obra que é um verdadeiro best-seller e que tem tudo para agradar o público brasileiro. O único livro de sereias que eu havia lido além de Pequena Sereia, claro era o de Tricia Rayburn, que é um tanto quanto sombrio e misterioso fantástico também e super recomendado. Por isso estava ansiosa pela oportunidade de mergulhar novamente neste universo sobrenatural.

No Fundo do Amor conta a história de Lily. Ela é metade humana e metade sereia, filha de um rei tritão e de uma mãe terrestre, Lily sempre viveu no mar. Porém após descobrir sua ascendência humana, ela decide passar um tempo em terra firme, aproveitando sua habilidade de poder usufruir de pernas quando necessário.

Assim, ela vai morar com sua tia a mãe já morreu e passa a frequentar o maravilhoso mundo do ensino médio. Durante três anos ela esteve junto aos terrestres e nenhum lhe encanta mais que Brody. Ele é o famoso tipo bonitão e popular, além de ser também o capitão da equipe de natação. Lily acha que ele e o par perfeito para ela, e não vê a hora de revelar isso a ele.

Entretanto, a pedra no seu sapato é Quince. Além de vizinho mala que tenta espionar seus banhos, ele também faz de tudo para infernizar a vida da garota. O relacionamento dos dois é de dar gargalhadas logo no início do livro, o que não quer dizer que não vamos suspirar muito em torno deste casal…

Quando, por acidente, Lily beija Quince, eles foram um vínculo mágico muito especial, que para o mundo das sereias equivale ao casamento. A história gira em torno da ida dos dois ao mundo aquático para tentar desfazer a ligação e também das descobertas surpreendentes que Lily pode fazer sobre si mesma.

Eu amei o livro, super recomendo para as férias, pois é uma leitura leve e muito divertida. Você vai rir com as confusões de Lily, suspirar com Quince e também querer dar uns tapas na protagonista lá pelo meio do livro.

Aliás, este foi o único ponto negativo que encontrei: Lily é daquelas personagens meio lentas e teimosas, além de muito imatura em certos momentos. Realmente já estou me cansando deste tipo e teve horas em que tudo que eu queria era dar uns tabefes na garota e fazê-la enxergar a realidade.

Todavia isso não significa que o livro seja ruim, muito pelo contrário, como já disse antes, eu ameeei! Não é uma leitura de grandes pretensões ou descobertas filosóficas, mas com toda certeza é um ótimo entretenimento, pedida certa para garotas de todas as idades os meninos talvez não gostem tanto.

Com toda certeza recomendo esta obra, que é a primeira de uma série sim acreditem, mas que possui um final totalmente satisfatório então não se preocupem!

Avaliação (de 1 a 5):

Eden Maguire – Beautiful Dead: Jonas e Arizona

Oi galera!

Desculpem a demora do post de hoje. Mas vocês podem reclamar direto com o culpado: o calor! Sim, ele é o responsável pelo atraso em que se encontram as minhas resenhas!!! Geralmente tenho postagens agendadas para uma semana e gosto de manter assim, porém, com o calor infernal que vem fazendo por aqui, não tenho conseguido escrever!

Sou bem sensível ao calor, e os 40° que vem fazendo todos os dias me fazem super mal… Chego no fim do dia com a cabeça explodindo, sem ânimo para nada, nem para escrever. A solução para escrever esta resenha: tirar uns minutinhos (tá bom, uma horinha) do trabalho, de manhã cedo, enquanto ainda não está tão insuportável e não me sinto como se tivesse dado porretadas na minha cabeça.

E hoje, para compensar o atraso, vou escrever uma resenha dupla o/ Mais uma série YA sobrenatural bem legal que acompanho, e hoje tenho o prazer de apresentar para vocês.

Conheci a série Beautiful Dead através do blog da Camis, que vocês já estão cansados de me ver elogiar, o Leitora Compulsiva.

O primeiro livro, chamado Jonas, nos apresenta a história de Darina, uma garota que tinha tudo para ser feliz, havia encontrado o garoto dos seus sonhos e vivia um romance lindo com ele. Mas uma tragédia inexplicável põe fim à alegria de Darina. Seu namorado, seu amor, sua paixão, é assassinado brutalmente. E o pior, ele é o quarto jovem a sofrer uma morte trágica na cidade de Ellerton em menos de um ano!

Consumida pela dor e tristeza, Darina agora passa seus dias solitária e depressiva. Mas uma descoberta incrível fará com que ela tenha uma segunda chance de aproveitar seu amado. Ela acaba descobrindo que o namorado virou um Beautiful Dead, que morreu com assuntos pendentes e agora está preso a este mundo enquanto tenta, durante um ano, descobrir a verdade sobre sua morte para poder descansar.

E vocês aí devem estar pensando que Jonas vem a seu o amor de Darina, certo? Bem, não é nada disso.

Phoenix e Darina eram muito felizes e agora tem a chance de se reencontrar, mesmo ele estando morto. Porém a principal questão do livro é que Darina precisa ajudar os Beautiful Dead a descobrirem o que causou tantas mortes de jovens em Ellerton durante aquele período. Em especial um grupo de quatro jovens, cujo último a ser morto foi Phoenix. E quem chutou que o primeiro da lista é Jonas, acertou!

Agora a garota vai se envolver em muitos perigos para tentar desvendar o misterioso acidente de Jonas. Enquanto isso, ela tenta ficar o mais perto possível de Phoenix sem despertar suspeitas de seus pais e amigos. Será que ela conseguirá ajudar os Beautiful Dead a tempo? Só lendo para descobrir!

Em Arizona, segundo livro da série, Darina terá a mesma missão do volume anterior. Só que descobrir as causas do suposto suicídio de Arizona será ainda mais difícil. Darina nunca gostou muito da garota, mas nem depois de morta ela dá uma folga e, aos poucos, nossa protagonista vai descobrindo que ela esconde muitos segredos que seriam fundamentais para resolução do mistério.

Este segundo livro é ainda melhor que o primeiro, pois temos mais interação e ação por parte de Phoenix e Darina, além de mais cenas perigosas, que dão ares de thriller sobrenatural ao livro.

O próximo livro irá contar a história da morte de Summer, mas estou mesmo ansiosa para o livro final, que traz Phoenix como protagonista.

Esta é uma série bem original de YA books que eu recomendo pra quem curte o gênero, como eu. Não é nenhum must read, mas os livros são sombrios e tensos, um tipo de leitura que eu gosto, ainda mais misturada à juvenil, para variar um pouco dos clichês que vemos nestes segmentos literários.

Avaliação de ambos os livros (de 1 a 5):

Nora Roberts – O Vale do Silêncio

Resenha sem spoilers! Para ler resenha de A Cruz de Morrigan e O Baile dos Deuses, clique sobre os títulos.

Um desfecho muito bom. Assim poderia ser definido o último volume da Trilogia do Círculo, saga que iniciou Nora Roberts no mundo dos vampiros. Estava com altas expectativas em cima deste livro o que sempre atrapalha, até porque o romance que ele abordaria prometia ser o mais espetacular. E foi mesmo um romance lindo, mas ainda senti que poderia ser melhor.

Cian e Moira não poderiam ser mais diferentes e terem abismo maior entre si. Ele é um vampiro antigo, que já viu muita coisa neste mundo e sempre aparenta não ter sentimentos. Já Moira é a rainha de Geall, uma erudita que teve seus pais mortos por outros da espécie de Cian.

O povo de Moira não recebe muito bem o vampiro e encara sua presença como uma ameaça, o que dificulta ainda mais uma aproximação. Mas ele são parte do Círculo de seis, e por este motivo estão destinados a se unirem, mesmo com tanta influência negativa externa.

O livro narra os últimos preparativos para a batalha final contra a poderosa e temida Lilith, acompanhamos mais a vilã neste livro, com passagens dela e seus súditos, o que eu gostei muito. É bacana podermos ver o outro lado da moeda e outros pontos de vista. Adorei especialmente Davey, o “filho” da vampira, que teve um papel importante na trama.

Realmente a única coisa que me desapontou de certa forma foi o romance de Cian e Moira. Por ele ser um vampiro eu estava esperando… não sei, mais alguma coisa, algo que faltou. Bem confuso, eu sei. Mas não consigo precisar o que é, sabem quando sentimos falta de algo e não conseguimos dizer o quê? Foi mais ou menos assim.

Não que não tenham cenas sexy e divinas de amor e paixão, claro que tem é Nora Roberts escrevendo afinal, mas acho que Cian perdeu um pouco a característica da acidez e do sarcasmo, que eu tanto amava, para se tornar um cordeirinho apaixonado muito rápido. O início do caso poderia ser mais lento, trabalhado em fogo brando!

Mesmo assim, como já disse, adorei o livro, achei um final muito bom e entrou para minha galeria de séries da Nora favoritas. O foco diferenciado que ela deu aos vampiros deu um charme especial à Trilogia do Círculo.

Recomendo para os amantes da literatura sobrenatural adulta nada de crianças lendo, ok!

Avaliação (de 1 a 5):

Alyson Noël – Radiante

Gostoso de se ler, este livro é como o primeiro volume da série Os Imortais, promissor. A série Riley Boom é um spin-off, ou seja, é ambientada no mesmo mundo fictício que o de Ever e Damen, mas com protagonistas diferentes.

Aqui conhecemos melhor Riley, a irmã de Ever, que só teve grande participação mesmo em Para Sempre. Acompanhamos a vida dela a partir do momento em que atravessou a ponte, indo para o outro lado da vida.

Agora ela deve se adaptar a sua nova existência, onde pode materializar tudo que quiser, mas não tendo o que mais deseja: a companhia da irmã e sua antiga vida na Terra.

Os desafios dela serão grandes, pois ela é destinada pelos anjos como apanhadora de almas, e sua primeira tarefa é cuidar do misterioso garoto radiante, que assombra um castelo no Inglaterra. Para isso ela contará com a ajuda de seu mentor, chamado Bodhi, um garoto que tem a mesma função dela, mas está em um nível mais avançado.

Nas palavras de Riley, ele é meio bobão. Porém, ao longo das páginas foi me conquistando de mansinho.

A protagonista continua desbocada como era em Os Imortais, coisa que gostei muito. Suas discussões com Bodhi garante risadas ao longo da trama e a parte da fofura fica por conta de Buttercup, o cão.

O livro é curtinho e a trama não tem grandes desenvolvimentos. Radiante é um volume bem introdutório mesmo, mas me deixou curiosa para saber o que vem em Luminoso, lançamento deste mês da Intrínseca.

Uma coisa que não posso deixar de comentar é o erro grotesco na sexualidade de Buttercup, a ex-cadela de Riley. Ela virou ELE em Radiante!!! Como um cão que foi descrito como fêmea no livro que deu origem a esta série vira um macho de repente??? Fail total Intrínseca e/ou Alyson… Não sei se foi erro da autora ou da editora, mas vamos combinar, me chocou bastante e não é um errinho pequeno e justificável!

Detalhe: adorei esta capa, achei mega fofa e foi um contraponto interessante com as de Os Imortais, que são bem escuras…

No mais, recomendo para quem gostou da outra série da autora, pois certamente é bem parecida. Espero que Alyson não estrague esta história também com toda sua enrolação, mas vou ficar torcendo!

Avaliação (de 1 a 5):

Stephenie Meyer – A Breve Segunda Vida de Bree Tanner

Tia Stephie, como senti saudades da sua escrita! Sério gente, a mulher arrasa, conseguiu me deixar presa até mesmo à um livro pequeno, do qual eu já sabia o final e inclusive tinha ciência de que iria ser triste! Este é um fato que nunca imaginei ser possível, mas como eu disse, a mulher arrasa.

Eclipse não é nem de perto meu livro favorito da saga Crepúsculo, só perdendo para Lua Nova fala sério Meyer, como você pôde tirar o Edward de cena por mais de meio livro? Depois de ler o Guia Oficial da série e descobrir que Lua Nova e Eclipse não estavam nos planos originas da autora, que só tinha Crepúsculo e Amanhecer em mente, cheguei a conclusão que estes dois livros que foram colocados no meio só serviram de anticlímax ao desfecho. Só que agora que li A Breve Segunda Vida de Bree Tanner até gostei de Eclipse existir, senão teria perdido uma ótima história pelo ponto de vista de um vampiro recém-nascido!

Bree é uma personagem que aparece apenas em alguns instantes de Eclipse, e se você já leu a saga de Bella e Edward, sabe o triste desfecho da garota. Achei que isso iria tornar a leitura chata ou sem sentido, por isso relutei em lê-lo e só fui comprar agora, mais de um ano depois do lançamento.

“Para ser bem honesta comigo mesma, eu me transformara numa perfeita vampira nerd. Seguia as regras, não causava problemas, convivia com os garotos menos populares do grupo e sempre voltava cedo para casa.”

Página 35

Ledo engano meu… Fiquei grudada as páginas, exatamente como fiz em Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer. Meyer é mesmo um gênio da escrita!

Já começamos o livro com uma Bree “madura” em sua vida de vampiro. Depois de ser transformada ela aprendeu que grupos do “exército” de Riley evitar e como sobreviver a esta nova vida sem chamar atenção para si.

“Pensei em como as pessoas eram estúpidas, em como não enxergavam, e me senti feliz por não ser um dos ignorantes.”

Página 23

“Eu havia terminado de ler Hale. Peguei os doze livros seguintes na prateleira; isso me ocuparia por uns dois dias.”

Página 29

Logo no início ela descobre que é possível confiar em um vampiro e faz uma parceria com Diego, o segundo no comando de Riley. Através da visão dos dois sobre os vampiros, ficamos sabendo melhor todas as artimanhas e mentiras que Victoria usou para criar o bando de recém nascidos e as táticas de controle que tinha sobre eles.

“Eu não apoiava Riley porque suas promessas soavam como mentiras.”

Página 117

“A intenção não era destruir o bando dos de olhos amarelos? A palavra chave deveria ser ‘união’, então por que ele agora acenava com um prêmio tão cobiçado, um troféu que só um vampiro poderia ter? O único desfecho garantido daquele plano seria uma humana (Bella) morta. Eu conseguiria pensar em meia dúzia de maneiras mais produtivas para motivar aquele exército. Quem matasse mais dos olhos amarelos ficaria com a garota. Quem mostrasse mais cooperação com a equipe levaria a garota. Quem cumprisse o plano mais à risca. Quem melhor seguisse as ordens. O foco deveria ser o perigo, e ele não estava na humana, definitivamente.”

Página 158

Eu passei voando pelas páginas, e a cada uma delas minha tristeza aumentava pelo desfecho que eu sabia que viria. Como Stephenie diz no seu comentário de abertura, gostaria que a história escrita fosse outra, se ela pudesse voltar, acho que não daria uma segunda vida tão breve a Bree.

“De um jeito estranho, era como se fôssemos duas pessoas casadas há muito tempo. Nunca conversávamos, mas ainda assim fazíamos tudo juntos.”

Página 131

Recomendo totalmente aos fãs da série, esta é uma leitura indispensável! Para que não leu os livros da saga Crepúsculo, eu não recomendo começarem por este, pois não irão entender um bocado de coisas.

Como sempre a Editora Intrínseca está de parabéns pela edição, por manter a capa original, que é linda e como todas as outras representa muito bem o contexto do livro.

Avaliação (de 1 a 5):

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