Michael Grant – Gone: O Mundo Termina Aqui

Wow, livro pesado à vista! Atenção, se você não tem estômago forte e não aguenta cenas tensas, esquece, não precisa nem ler a resenha porque esse livro não é para você!!!

Gone retrata um mundo quase apocalíptico onde todos com mais de quinze anos fazem puf em um belo dia e desaparecem! Do nada você está na sala de aula ouvindo a lenga-lenga do professor, e no outro ele desaparece no ar, faz puf e some!

Essa é a realidade dos habitantes de Praia Perdida, que agora se vêem sozinhos, tendo que cuidar das crianças mais novas e tentar sobreviver ao caos que se instala. Sam, Astrid e Link são colegas que se unem para, num primeiro momento, achar o irmão da garota que é autista e está desaparecido. O Pequeno Pete é uma criança que não pode ficar sozinha por muito tempo e eles resolvem sair à caça do garoto.

Graças a essa busca eles descobrem que existe uma barreia cercando uma extensão de 32km em volta da Usina Nuclear de Praia Perdida e que a cidade está isolada por causa desta barreira. Com isso, os valentões do colégio, além de darem o nome LGAR à esta área onde estão presos, também se sentem no direito de tomar conta do pedaço.

Mas se vocês estão achando que isso significa que o livro é infanto-juvenil, estão muito enganados. O autor trabalha muito as reações psicológicas pelas quais os humanos mesmo que ainda crianças passam ao enfrentar uma situação de extrema dificuldade. Surgem os violentos, a tortura e a morte.

Isso até ficou meio irreal na trama, porque é difícil visualizar crianças de 12 ou 13 anos tão cruéis, assassinando a sangue frio e ainda fazendo coisas bem piores. Michael Grant não poupa descrições sangrentas de acidentes, detalhes que você nem imaginava que poderiam existir e que, definitivamente, não precisa saber.

O livro é muito bom na medida que trás um tema novo, no estilo Lost, onde os personagens devem procurar pistas e sempre vão surgindo mistérios a ser desvendados. Além disso, como citei antes, o trabalho psicológico que podemos ver na trama é surpreendente, eu ficava me perguntando toda hora: como seria se isso acontecesse comigo? Como seriam as reações dos outros, será que ficariam assim?

Algumas respostas são dadas ao longo das mais de 500 páginas e outras só teremos na continuação: Fome. Mas garanto que o final é bastante satisfatório. Digo satisfatório no sentido de respostas, mas não no sentido de concordância com o resto do livro. Achei muito besta da parte de Sam deixar as coisas como ficaram. Realmente é forçar a barra dar o final que o autor deu, e só por isso o livro perdeu uma estrela.

Mesmo assim, recomendo o livro: é uma ótima dica de YA book. Porém, só leia se realmente tiver entendido o que eu disse no primeiro parágrafo: o livro não é pra qualquer um!

Sobre a série: Gone já possui quatro livros lançados no exterior e mais dois a caminho. No Brasil, temos apenas Fome, o segundo volume, lançado. Os próximos serão Lies e Plague. Fear, o quinto livro, tem lançamento previsto para abril deste ano nos EUA e o título provisório do sexto livro é Light.

Avaliação (de 1 a 5):

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Eden Maguire – Beautiful Dead: Jonas e Arizona

Oi galera!

Desculpem a demora do post de hoje. Mas vocês podem reclamar direto com o culpado: o calor! Sim, ele é o responsável pelo atraso em que se encontram as minhas resenhas!!! Geralmente tenho postagens agendadas para uma semana e gosto de manter assim, porém, com o calor infernal que vem fazendo por aqui, não tenho conseguido escrever!

Sou bem sensível ao calor, e os 40° que vem fazendo todos os dias me fazem super mal… Chego no fim do dia com a cabeça explodindo, sem ânimo para nada, nem para escrever. A solução para escrever esta resenha: tirar uns minutinhos (tá bom, uma horinha) do trabalho, de manhã cedo, enquanto ainda não está tão insuportável e não me sinto como se tivesse dado porretadas na minha cabeça.

E hoje, para compensar o atraso, vou escrever uma resenha dupla o/ Mais uma série YA sobrenatural bem legal que acompanho, e hoje tenho o prazer de apresentar para vocês.

Conheci a série Beautiful Dead através do blog da Camis, que vocês já estão cansados de me ver elogiar, o Leitora Compulsiva.

O primeiro livro, chamado Jonas, nos apresenta a história de Darina, uma garota que tinha tudo para ser feliz, havia encontrado o garoto dos seus sonhos e vivia um romance lindo com ele. Mas uma tragédia inexplicável põe fim à alegria de Darina. Seu namorado, seu amor, sua paixão, é assassinado brutalmente. E o pior, ele é o quarto jovem a sofrer uma morte trágica na cidade de Ellerton em menos de um ano!

Consumida pela dor e tristeza, Darina agora passa seus dias solitária e depressiva. Mas uma descoberta incrível fará com que ela tenha uma segunda chance de aproveitar seu amado. Ela acaba descobrindo que o namorado virou um Beautiful Dead, que morreu com assuntos pendentes e agora está preso a este mundo enquanto tenta, durante um ano, descobrir a verdade sobre sua morte para poder descansar.

E vocês aí devem estar pensando que Jonas vem a seu o amor de Darina, certo? Bem, não é nada disso.

Phoenix e Darina eram muito felizes e agora tem a chance de se reencontrar, mesmo ele estando morto. Porém a principal questão do livro é que Darina precisa ajudar os Beautiful Dead a descobrirem o que causou tantas mortes de jovens em Ellerton durante aquele período. Em especial um grupo de quatro jovens, cujo último a ser morto foi Phoenix. E quem chutou que o primeiro da lista é Jonas, acertou!

Agora a garota vai se envolver em muitos perigos para tentar desvendar o misterioso acidente de Jonas. Enquanto isso, ela tenta ficar o mais perto possível de Phoenix sem despertar suspeitas de seus pais e amigos. Será que ela conseguirá ajudar os Beautiful Dead a tempo? Só lendo para descobrir!

Em Arizona, segundo livro da série, Darina terá a mesma missão do volume anterior. Só que descobrir as causas do suposto suicídio de Arizona será ainda mais difícil. Darina nunca gostou muito da garota, mas nem depois de morta ela dá uma folga e, aos poucos, nossa protagonista vai descobrindo que ela esconde muitos segredos que seriam fundamentais para resolução do mistério.

Este segundo livro é ainda melhor que o primeiro, pois temos mais interação e ação por parte de Phoenix e Darina, além de mais cenas perigosas, que dão ares de thriller sobrenatural ao livro.

O próximo livro irá contar a história da morte de Summer, mas estou mesmo ansiosa para o livro final, que traz Phoenix como protagonista.

Esta é uma série bem original de YA books que eu recomendo pra quem curte o gênero, como eu. Não é nenhum must read, mas os livros são sombrios e tensos, um tipo de leitura que eu gosto, ainda mais misturada à juvenil, para variar um pouco dos clichês que vemos nestes segmentos literários.

Avaliação de ambos os livros (de 1 a 5):

Carlos Ruiz Zafón – Marina

Só Tenho uma coisa a dizer depois desta leitura: o cara escreve bem mesmo! Sempre fui aconselhada a ler A sombra do Vento e O Jogo do Anjo, os dois livros de Carlos Ruiz Zafón mais famosos aqui no Brasil, mas o preço e os inúmeros livros na minha listinha de desejados ainda não me deixaram seguir esta recomendação. Por este motivo, quando soube do lançamento de Marina um livro mais acessível, digamos assim, e que segundo o autor era um de seus favoritos, não tive dúvida em embarcar de cabeça na leitura.

Após a compra ele ainda ficou um tempinho parado na estante, a espera de sua vez. E quando ela chegou me arrependi por não ter lido antes. Não que minhas outras leituras não estivessem à altura dele, porque até estavam. Mas a obra é super rápida de se ler e agrega muito.

Marina é narrado por Óscar. Ele é um menino de 15 anos crescendo solitário em Barcelona, nos anos 70. Seus pais o deixam em um internato e nunca estão presentes. Sendo assim, sua companhia constante são as ruas, para onde ele dá um jeito de escapulir todas as tardes. Percorrendo os casarões, outrora grandiosos e agora abandonados, ele acaba descobrindo Marina.

Ela é uma menina moça linda, morando sozinha com o pai numa mansão decrépita em companhia de um gato feroz. O modo como se deu o encontro faz com que Marina perceba o quanto Óscar gosta de mistérios e aventura. Por este motivo, ela o leva ao Cemitério perdido da cidade, lugar que poucos conseguem encontrar.

Lá existe um túmulo sem nenhuma inscrição, apenas uma borboleta negra, que todo mês, no mesmo dia, uma senhora de preto, escondida por um véu, vai visitar.

Intrigados com o mistério, os dois seguem a mulher em busca de respostas e de ação. Mas o que era para ser uma simples brincadeira se transforma em um jogo de vida ou morte, literalmente.

Mexendo com o imaginário infanto-juvenil e inserindo vilões de nossos mais terríveis pesadelos, Zafón dá a obra um ar de Edgar Allan Poe. Gostei bastante da narrativa e li em um só fôlego, encantada com o mistério e disposta a tudo para descobrir a resposta!

Com certeza o autor soube como prender a atenção e nos deixar ligados em cada passo de Óscar. Os personagens são sensacionais, super bem construídos e misteriosos. A trama é fantástica e não resta dúvida de que recomendo com certeza!!!

Avaliação (de 1 a 5):

Sara Shepard – Perversas

Quinto livro da série Pretty Little Liars, Perversas abre uma “nova temporada” na trama. Após descobrirmos quem era o misterioso(a) –A e o assassino de Ali, podemos pensar que tudo está bem na pacata Rosenwood. Mas é claro que Sara Shepard não deixou por menos e provou que pode sim continuar a história no mesmo nível das anteriores: Maldosas, Impecáveis, Perfeitas e Inacreditáveis.

Aria, Spencer, Hanna e Emily estão, aos poucos, retomando suas vidas, tentando fazer delas o melhor possível. E esta é uma tarefa um tanto complicada, visto que –A deixou-as com sérios problemas.

Depois de muito tempo mentindo sobre o Orquídea Dourada, Spencer resolve se entregar e contar que roubou o trabalho acadêmico da irmã. Já Aria parece que finalmente encontrou um cara que pode fazê-la esquecer Ezra, mas antes que tenha qualquer chance, ele começa a sair com sua mãe!!!

Hanna tem que dividir sua casa com o pai, a futura madrasta e a filha dela, tarefa que promete ser nem um pouco agradável. E mesmo com este problema, ela ainda não superou a morte de sua melhor amiga.

Já Emily está no mesmo dilema de sempre: sua sexualidade. Depois de finalmente ser aceita como homossexual por sua família e comunidade em geral, ela agora se sente atraída por um garoto! É muito drama para a pobre Emily, que ainda luta para superar a morte de Ali!!!

Morte essa que, por sinal, está longe de ser esclarecida! Com muito mistério e suspense, Shepard nos faz delirar e devorar cada página a procura de respostas. A chegada de um novo(a) –A aumenta ainda mais o clima tenso e sombrio que se instala na trama.

Vocês já sabem, depois de todas as minhas resenhas anteriores, o quanto eu AMO essa série! Portanto dá pra entender meu desespero por Destruidoras, que é o lançamento deste mês da Rocco Jovens Leitores.

Sinceramente, acho que essa é a única série desta editora que está valendo a pena comprar… Isso porque os volumes estão sendo lançados rápidos ao contrário de todas as outras séries que a Rocco publica e com um preço não exorbitante, que é marca registrada da editora! Se não fossem pelos ótimos títulos publicados, juro que boicotaria eles!!! Mas não adianta, não consigo me controlar. Não quando Jogos Vorazes, Outlander, A Descoberta das Bruxas, Belezas Perigosas, Anita Blake e tantas outras das minhas séries favoritas são publicadas por eles.

Enfim, não adianta ficar chorando as pitangas aqui, até porque eu falo, falo, mas continuo comprando os livros deles. Portanto, se tem uma série young adult sem nenhuma veia sobrenatural que eu recomendo e assino em baixo, essa é Pretty Little Liars!

Avaliação (de 1 a 5):

Kimberly Derting – Ecos da Morte

Romance, sobrenatural e suspense misturados em um YA book muito bem narrado resultam nesta deliciosa obra chamada Ecos da Morte.

Me apaixonei pelo livro assim que vi está capa. Soube que teria de tê-lo mesmo sem saber sobre o que tratava. Mas confesso que não me arrependi nem um pouquinho. A leitura fluiu facilmente e devorei o livro em pouco tempo.

A trama conta a história de Violet. Ela tem um dom muito peculiar, e que vem sendo bem abordado por esta nova leva de sobrenaturais que anda chegando. Violet pode sentir os ecos da morte deixado por seres assassinados. Quando digo seres é porque não necessitam ser humanos, qualquer animal que tenha sido cassado e morto também vai deixar um eco que ela será capaz de captar.

É uma explicação meio confusa, eu sei, mas vocês terão de ler o livro para entenderem melhor. O fato é que a menina desde criança sente uma incrível atração pelos mortos, e o mais importante, consegue identificar o que causou o óbito.

Mas a importância destes fatos não interessa por enquanto. No momento tudo que vocês precisam saber é do romance mega fofinho que a autora criou entre Violet e Jay, o melhor amigo dela. Eles se conhecem desde a infância, mas algo mudou no último verão e Violet não o vê mais apenas como amiguinho. Eu sei que é clichê, mas achei as cenas deles tão lindas que não tive como não me apaixonar!

Em meio ao drama adolescente do ensino médio e tendo que lidar com a sua recém-descoberta paixão, tudo que ela não precisava era um serial killer a solta matando jovens de sua cidade. E Violet sabe que pode encontrar este assassino. Aí entra toda a importância dos ecos, que ela pode sentir tanto no morto quanto no causador da morte.

Achei fantástica e muito original a ideia de transformar um simples Young Adult em um thriller policial, que me pareceu muito bem escrito. Podemos alternar entre capítulos com Violet e capítulos com o assassino, tendo sua visão sobre os fatos e as mortes.

No geral foi um ótimo livro, que me surpreendeu bastante e eu super recomendo!!

Avaliação (de 1 a 5):

Chevy Stevens – Identidade Roubada

Uma experiência literária marcante, comovente e espantosa. Não esperava me emocionar, e principalmente me chocar tanto com este livro! A premissa de um thriller sobre uma mulher sequestrada contando sua tragédia nas sessões de terapia não me inspirava muita confiança e apesar de ter lido diversas resenhas positivas, ainda assim me surpreendi pela narrativa fascinante e desconcertante de Chevy Stevens.

Esta é uma história muito, muito impactante. Então se você não gosta de encarar de frente toda maldade e crueldade que um ser humano se é que pode ser assim chamado é capaz, não recomendo a leitura. Mas para aqueles interessados em uma trama extremamente bem escrita, com personagens que te tocam, te despertam raiva, angústia, tristeza, solidão, e emoções a flor da pele, este é o seu livro.

Annie O’Sullivan era uma corretora de imóveis com uma vida boa e, senão feliz, próxima a isso. Tinha uma casa, um namorado e um cachorro. E não precisava aguentar a mãe todos os dias, o que era uma benção. Eu digo que ela era uma corretora porque agora não é mais nada. Nada além de uma carcaça, que anda e fala, mas que não consegue sentir nada além de medo constante.

Certo dia ao chegar ao fim de um plantão de vendas, foi abordada por um homem com jeito simpático que logo a convenceu de ser um comprador em potencial. Ela lhe mostrou toda a casa e ficou feliz pela perspectiva de fechar um negócio. Entretanto, antes de sair da casa, ele lhe agarrou pelos cabelos, colocou uma arma na sua frente e a carregou até uma van. Lá ela foi sedada e somente acordou quando já estava muito longe de casa e de qualquer possibilidade de socorro.

O Maníaco, como passou a chamá-lo, forçou-a a entrar em uma rígida rotina. Deveria ir ao banheiro somente quatro vezes por dia, em horário predeterminado, suas unhas teriam de estar sempre bem cuidadas e pintadas, as roupas que ela usaria seriam decididas por ele todos os dias, Annie deveria cozinhar, passar e limpar, sendo a perfeita dona de casa. Também teria seu banho dado por ele, e seguido do banho sempre vinha a hora do estupro e dos piores abusos.

No chalé, retirado de tudo e todos, ele a manteve encarceirada, prisioneira de sua própria insanidade, durante um longo ano. Não dá nem pra imaginar como seria ficar um ano presa com um ser tão desprezível, vil e nojento, mas que tem sua vida na palma da mão. O Maníaco é um sádico, perverso ao extremo e totalmente desequilibrado psicologicamente. Qualquer ato mínimo de Annie poderia desencadear uma crise de fúria que sempre resultava em espancamento.

O mais interessante é que, como disse anteriormente, acompanhamos a história nas sessões de terapia da protagonista. Ela fala conosco através da terapeuta e achei brilhante a forma como a autora conduziu esses diálogos. Hora somos apresentados aos fatos do passado, hora acompanhamos a vida de Annie no presente. Seus desafios não estão menores e ainda existe muito mistério envolvendo seu sequestro.

É aqui que confesso toda a minha surpresa com as reviravoltas muito bem planejadas e executadas de Chevy Stevens. A autora soube diretinho como me manter presa, ligada na história até a última página sempre curiosa com algum novo fato. Além do suspense ainda temos uma ótima veia policial, que deixou a leitura com um gosto ainda mais especial.

Comecei a ler o livro ao chegar em casa depois do trabalho e não consegui parar até concluí-lo. Ao virar a última página uma sensação muito estranha se apoderou de mim. Francamente, fazia algum tempo que um livro adulto não ficava na minha cabeça rondando e espreitando por tanto tempo. Não consegui dormir até desabafar com meu namorado sobre a história, pelo menos para ver alguém tão chocado quanto eu!

Annie é uma personagem extremamente difícil de definir, alguém com tantos problemas quanto ela não pode ser simples ou comum. E assim como o restante dos protagonistas, ela tem um desenvolvimento psicológico muito profundo e verossímil durante o desenrolar da narrativa, fato que muito me surpreendeu. É difícil falar de tanta dor e ainda conseguir ser coerente.

Outra coisa que preciso comentar é a edição da Arqueiro, que ficou excelente! Não encontrei erros de coesão ou gramática fato raro hoje em dia e achei o acabamento muito bem feito. Sobre a capa, gostei demais! Adorei o jogo de cores e acho que a ilustração passou de forma perfeita a ideia do livro. Identidade Roubada é um dos meus favoritos do ano, um estilo que com certeza irei ler mais de agora em diante, pois me agradou em demasia. Recomendo francamente o livro, uma história ágil e envolvente que irá te tocar assim como a mim!

Avaliação (de 1 a 5):

Harlan Coben – Silêncio na Floresta

Olá gente bonita! Hoje estou aqui para atender um pedido da Carol, escritora do blog Histórias no Ônibus, que é muito legal e também é aqui do RS! Se vocês quiserem me fazer feliz assim como ela fez, peçam resenhas no post Já li em 2011… 🙂

Este é um livro que li há pouco tempo e que ainda está fresquinho na memória. Tenho que confessar antes de mais nada que eu AMO este autor. Eu sou completamente apaixonada por romances policiais, e Harlan Coben é um dos mestres contemporâneos do gênero!!! Sério, ele escreve bem demais! Reviravoltas, suspense, romance e muito mais te esperam em qualquer obra dele que você resolva ler.

Este livro em especial me chamou a atenção pela capa, que eu acho fantástica! Não me perguntem exatamente o porquê, mas acho a capa mais bonita dos livros dele publicados aqui no Brasil. Enfim, ela passa muito bem o mistério que envolve toda a trama.

Paul Copeland é um promotor público prestigiado que está trabalhando no caso mais importante de sua carreira. Ele tem uma filha de seis anos e uma vida boa. Mas, depois de estranhos acontecimentos e um assassinato em que ele se envolve, uma trágica lembrança do passado começa a vir a tona, sob a forma de muitos mistérios.

Há muitos anos, em um acampamento de verão as margens de uma extensa floresta, quatro adolescentes tiveram um final horrível e prematuro para suas vidas. Dentre eles a irmã de Paul, Camille. Os corpos de dois dos jovens foram encontrados degolados, com requintes de crueldade, os outros dois, incluindo o de Camille, nunca foram encontrados.

Diante de circunstâncias cada vez mais misteriosas e que ameaçam trazer uma nova luz aos acontecimentos daquela noite, ele se vê forçado a encarar fatos e pessoas do passado que gostaria de esquecer. Entre elas está Lucy, seu primeiro e grande amor, que estava com ele no acampamento e também se culpa pelo ocorrido.

Em meio a cenas maravilhosas em tribunais (já falei que adoro romances que tratam de advocacia? São tão empolgantes!), perseguições e mentiras, vamos encaixando as peças de um complexo quebra-cabeça, que tem peças somadas e subtraídas a todo momento de forma magistral pelo autor.

Esta é uma obra em que você tenta descobrir a resposta e muda de ideia várias vezes, os suspeitos aumentam e a trama fica cada vez mais inacreditável e surpreendente. O melhor de tudo é a forma com que Coben nos faz enxergar a humanidade e imperfeição em todos os personagens, todos em erros e acertos, têm culpa e procuram redenção!

Recomendadíssimo a todos os públicos, mas em especial aos amantes deste maravilhoso estilo que é o romance policial!

Avaliação (de 1 a 5):

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